As companhias aéreas Azul e Gol anunciaram um acordo de cooperação comercial para o compartilhamento de rotas domésticas, previsto para começar no final de junho de 2024. Este acordo, conhecido como codeshare, permitirá que passageiros que comprem passagens nacionais de uma das empresas possam embarcar em voos da outra, utilizando os canais de venda de ambas.
O processo de check-in será realizado nos guichês ou canais digitais da companhia que operar o voo. Nos casos de voos com conexão, o passageiro fará o check-in na empresa que opera o primeiro trecho e receberá automaticamente os cartões de embarque para todos os voos subsequentes. O despacho de bagagens seguirá o mesmo procedimento: as malas serão enviadas pela companhia que opera o primeiro trecho e entregues no destino final.
As rotas onde as empresas concorrem diretamente não serão incluídas neste acordo de codeshare. Para remarcar ou cancelar a viagem, os passageiros deverão entrar em contato com a companhia pela qual adquiriram a passagem.
O acordo também abrange os programas de fidelidade das duas companhias. Os membros poderão acumular pontos ou milhas no plano de sua escolha, mas a data exata para o início das vendas com codeshare ainda não foi informada.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comentou nas redes sociais que a pasta e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) trabalharão para assegurar que os consumidores brasileiros tenham as melhores condições possíveis.
“Esse tipo de acordo comercial já ocorre entre outras companhias aéreas nacionais e internacionais ao redor do mundo. Nós esperamos que possa ampliar a conectividade entre os diversos destinos brasileiros, gerando maior complementaridade na malha nacional, oferecendo mais opções de voos para os brasileiros”, declarou Costa Filho.
Em janeiro de 2024, a Gol entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos para levantar capital e reestruturar suas finanças após os impactos da pandemia de COVID-19. A empresa informou que este pedido não afetará suas operações no Brasil, e o governo está monitorando os desdobramentos dessa reestruturação.
*Com informações da Sputnik News.










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