Correção do salário mínimo e variação do INPC podem impactar R$ 51 bilhões nas contas públicas

A correção do salário mínimo e a variação do INPC podem gerar impactos significativos nas contas públicas.
A correção do salário mínimo e a variação do INPC podem gerar impactos significativos nas contas públicas.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 pode enfrentar desafios consideráveis, conforme indicado por uma nota técnica das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado. Estima-se que a correção do salário mínimo e a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) possam resultar em um impacto de R$ 51,2 bilhões nas contas públicas, representando aproximadamente 1/5 do déficit da Previdência Social. Essas projeções reforçam a importância da LDO como instrumento para manter o equilíbrio das finanças do país.

A correção do salário mínimo, usado como referência para diversos benefícios sociais, e do INPC, utilizado para corrigir benefícios previdenciários, são aspectos fundamentais para garantir o poder de compra da população. Contudo, especialistas destacam a necessidade de encontrar um equilíbrio entre as demandas sociais e as preocupações fiscais. O ajuste real do salário mínimo é considerado essencial para a população com menor poder aquisitivo, mas também há preocupações com o impacto fiscal dessas correções.

Para André Galhardo, consultor econômico da Remessa Online, o aumento real do salário mínimo é crucial, especialmente para os segmentos mais vulneráveis da sociedade, como aposentados e pessoas de menor renda. No entanto, ele ressalta a importância de buscar alternativas que não comprometam o equilíbrio fiscal do país. Galhardo destaca a relevância de políticas públicas que conciliem os interesses sociais com a sustentabilidade das contas públicas.

Por outro lado, Fernando de Aquino, economista e membro da comissão de política econômica do Cofecon, argumenta que o endividamento público tem sido gerenciado de forma estável nos últimos anos. Ele enfatiza a importância de uma administração cautelosa dos gastos e receitas públicas para evitar reações adversas nos mercados financeiros. Aquino ressalta a necessidade de ajustes nos gastos previdenciários a longo prazo, destacando a importância de abordar essa questão com responsabilidade e planejamento.


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