Nesta quinta-feira (02/05/2024), o Kremlin rejeitou veementemente as acusações dos Estados Unidos de que suas forças na Ucrânia teriam violado uma proibição internacional de armas químicas. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que Moscou permanece comprometida com suas obrigações sob o tratado que proíbe o uso desse tipo de armamento. Ele descreveu as acusações como “absolutamente infundadas” e carentes de apoio factual.
As declarações do Kremlin surgem após o Departamento de Estado dos EUA impor sanções a mais de 280 indivíduos e entidades na Rússia, incluindo estruturas governamentais e empresas relacionadas ao desenvolvimento de armas químicas e biológicas. Washington, em sua declaração oficial, alega que a Rússia usou armas químicas, incluindo cloropicrina e agentes antimotim, na Ucrânia para avanços táticos.
A cloropicrina, um líquido incolor com odor pungente, tem uma história complexa de uso. Embora tenha sido utilizada como fumigante, inseticida e gás lacrimogêneo, seu uso militar é proibido atualmente. No entanto, as alegações dos EUA carecem de evidências sólidas, gerando uma nova tensão entre as duas potências.
Em resposta às sanções, o embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, rejeitou-as como um “subterfúgio ilegítimo” incapaz de intimidar a Rússia. As tensões entre os dois países continuam a crescer, com o impasse sobre a questão das armas químicas na Ucrânia agravando ainda mais a relação já tensa entre Moscou e Washington.
*Com informações da Sputnik News.










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