Reconhecimento do Estado da Palestina por países europeus é considerado ‘histórico’ pelo presidente Lula

Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva elogia a decisão de Espanha, Irlanda e Noruega de reconhecerem o Estado da Palestina, enquanto Israel adverte sobre possíveis consequências.
Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva elogia a decisão de Espanha, Irlanda e Noruega de reconhecerem o Estado da Palestina, enquanto Israel adverte sobre possíveis consequências.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva qualificou como “histórico” o reconhecimento do Estado da Palestina por Espanha, Irlanda e Noruega. A declaração de Lula foi feita em meio a um contexto de tensão e violência na Faixa de Gaza, onde ataques israelenses resultaram na morte de 26 pessoas, incluindo 15 crianças, conforme informado pela Defesa Civil. Paralelamente, Israel advertiu os embaixadores dos três países sobre as “sérias consequências” dessa decisão.

Lula afirmou que o reconhecimento pelo trio europeu terá um “efeito positivo” nos esforços de paz no Oriente Médio, destacando a decisão como uma “justiça à reivindicação de todo um povo reconhecido por mais de 140 países, pelo seu direito à autodeterminação”. O presidente brasileiro lembrou que o Brasil foi um dos primeiros países da América Latina a reconhecer o Estado palestino, em 2010, durante seu segundo mandato.

As negociações entre Israel e o Hamas foram retomadas após a divulgação de um vídeo mostrando o sequestro de soldados israelenses por combatentes do Hamas, em 7 de outubro, evento que desencadeou a atual guerra. As imagens das reféns israelenses foram liberadas com a autorização de suas famílias, exibindo-as com ferimentos e mãos atadas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que essas imagens reforçam sua determinação em combater o Hamas.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou imediatamente seus embaixadores nos três países europeus para consultas e advertiu sobre as “sérias consequências” da decisão. Jacob Blitstein, diretor-geral do Ministério, criticou os governos de Irlanda, Espanha e Noruega, alegando que o reconhecimento do Estado palestino dificultaria a promoção de um acordo para a libertação dos reféns em Gaza.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, argumentou que a medida fortaleceria os esforços para uma solução de dois Estados no conflito no Oriente Médio. No entanto, Netanyahu classificou o reconhecimento como “uma recompensa pelo terrorismo”, afirmando que um Estado palestino seria um “Estado terrorista”.

Na Faixa de Gaza, os ataques aéreos e de artilharia continuaram, resultando em 91 mortes adicionais nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas. Os combates se intensificaram em áreas como Rafah, Jabalia e Cidade de Gaza, com forças israelenses e grupos armados palestinos trocando fogo. A situação na região permanece tensa, com ambos os lados sofrendo perdas significativas.

*Com informações da RFI.


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