O Haiti experimentou um aumento de 60% no número de deslocados no último trimestre de 2024, atribuído à escalada da violência de gangues. Segundo relatório divulgado pelo Escritório da ONU de Assistência Humanitária (Ocha), mais de 578 mil pessoas vivem nessa condição no país caribenho, com 85% delas abrigadas em famílias anfitriãs e os 15% restantes em acampamentos.
A capital haitiana, Porto Príncipe, viu um incremento de 15% no número de deslocados, enquanto o Grande Sul enfrentou um aumento alarmante de 130% devido ao influxo de pessoas da região central do país. A crise atingiu níveis preocupantes, especialmente no acesso aos alimentos, colocando o Haiti na lista de países e territórios com maior preocupação devido à escalada da violência por grupos armados, segundo dados do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Com a reabertura do aeroporto de Porto Príncipe e o reinício gradual das operações de ajuda humanitária, espera-se um reforço na presença e nas atividades da comunidade humanitária no país. O mês de junho marcou a primeira entrega de 60 contêineres de alimentos após uma interrupção em março, possibilitando a continuidade das operações essenciais na capital haitiana e em outras regiões do país.
Apesar do aumento ligeiro no financiamento nas últimas semanas, o desafio persiste devido à insuficiência de recursos para as ações de ajuda, conforme destacado pelo Ocha.
*Com informações da ONU News.











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