Uma pesquisa promovida pelo Ministério da Saúde revela que o acesso à saúde bucal pública em Feira de Santana está disponível para apenas 32% da população. A informação foi divulgada pelo vereador Professor Ivamberg (PT) durante a sessão desta quarta-feira (12/06/2024) da Câmara Municipal. Odontólogo por formação, o vereador enfatizou a gravidade da falta de cuidado com a saúde bucal, destacando que uma cárie não tratada pode gerar complicações graves, inclusive evoluir para um câncer.
De acordo com Ivamberg, a dificuldade em obter cuidados odontológicos gratuitos no município é evidente nas visitas às unidades de saúde. Em muitas delas, faltam materiais e insumos básicos, além de equipamentos odontológicos quebrados. Como resultado, muitos residentes buscam alternativas como a clínica odontológica da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que oferece serviços essenciais, incluindo diagnósticos de câncer de boca.
A pesquisa também indica que o acesso à atenção básica de saúde em Feira de Santana é de 72%. No entanto, diversos munícipes relatam problemas nesse atendimento, como dificuldades para agendar consultas com médicos especialistas e a falta de insumos e medicamentos em várias unidades de saúde. Além disso, há escassez de agentes comunitários de saúde, o que limita a cobertura populacional, atendendo apenas um terço dos moradores, conforme reclama o vereador.
A vereadora Lu de Ronny (PV), enfermeira de formação, acrescenta que os problemas na atenção básica impactam diretamente os serviços de média e alta complexidade. Segundo ela, a falta de tratamento adequado leva ao “hospitalocentrismo”, onde pacientes com quadros agravados recorrem aos hospitais. Isso resulta na superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas, além de aumentar a fila da regulação. Lu de Ronny alerta que a construção de novos hospitais não resolverá o problema se a base do atendimento não for adequada.
Com frequentes reclamações na Câmara Municipal, a vereadora também questiona a atuação da secretária Municipal de Saúde, Cristiane Campos, sobre a gestão das demandas de saúde: “O que ela faz para atender a essas demandas? Parece que ela é fictícia”.
O vereador Pedro Américo (UB) relatou ter enviado ofícios e requerimentos questionando a secretária sobre diversas questões de saúde, incluindo o pagamento do piso salarial da enfermagem e o estado físico de algumas unidades de atendimento. Ele destaca a importância dos vereadores cobrarem esclarecimentos do Poder Executivo para compartilhar com a população: “Nós temos uma secretária e é importante cobrar essas respostas”.







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