No mês de maio de 2024, o custo da cesta básica registrou aumento em 11 das 17 capitais brasileiras analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. A maior alta ocorreu em Porto Alegre, influenciada pelas chuvas, seguida por Florianópolis, Campo Grande e Curitiba. O aumento nos preços do arroz foi um dos principais fatores para esse cenário, com elevação em 15 capitais, mesmo com a importação do grão.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou um leilão para a compra de arroz importado, buscando reduzir o preço do produto no mercado interno. Mesmo assim, São Paulo continua a apresentar a cesta mais cara do país, seguida por Porto Alegre e Florianópolis. Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju, Recife e João Pessoa.
Na comparação anual, todas as capitais brasileiras tiveram alta no preço da cesta, exceto Goiânia. Com base na cesta mais cara, o Dieese estimou que o salário mínimo em maio deveria ser de R$ 6.946,37, quase cinco vezes o valor atual.
Em Porto Alegre, cidade afetada pelas chuvas, a pesquisa de preços da cesta básica foi prejudicada, com apenas 73% dos estabelecimentos visitados. Embora não tenha havido desabastecimento na cidade, problemas de logística e distribuição foram observados, com algumas marcas ausentes ou em falta devido às enchentes e interrupção no tráfego de rodovias.
*Com informações da Agência Brasil.







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