Brasil critica incursão israelense à Esplanada das Mesquitas: ‘Atos inflamatórios e provocativos’

Governo brasileiro expressa preocupação com incursão israelense à Esplanada das Mesquitas.
Governo brasileiro expressa preocupação com incursão israelense à Esplanada das Mesquitas.

O governo brasileiro emitiu uma nota no último sábado (08/06/2024), expressando sua preocupação com a recente incursão do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas, também conhecida como “Haram-El-Sharif”, durante a “Marcha das Bandeiras”. O evento, que celebrou o aniversário de 57 anos da ocupação de Jerusalém Oriental por Israel, foi acompanhado por milhares de manifestantes.

Em sua declaração, o governo brasileiro lamentou que, em meio à tragédia humanitária na Faixa de Gaza, ainda existam segmentos extremistas na sociedade israelense que praticam atos inflamatórios e provocativos, dificultando ainda mais as perspectivas de paz na região. O Itamaraty ressaltou a importância do respeito ao status quo histórico da Esplanada das Mesquitas e à custódia haxemita dos sítios sagrados islâmicos e cristãos de Jerusalém Oriental.

O local, conhecido como Monte do Templo e centro da Mesquita de Al-Aqsa, é de extrema importância religiosa e cultural para muçulmanos e cristãos, e sua integridade deve ser preservada. O governo brasileiro reiterou seu compromisso com a solução de dois Estados, defendendo a criação de um “Estado da Palestina independente e viável convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, o que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”.

Na quinta-feira (5), Ben-Gvir discursou para milhares de colonos durante a marcha anual para marcar a ocupação da cidade por Israel em 1967. É importante ressaltar que a comunidade internacional não reconhece Jerusalém como capital de Israel. A Palestina busca o reconhecimento de seu Estado independente em territórios na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e na Faixa de Gaza — territórios ocupados por Israel desde 1967, na Guerra dos Seis Dias.

Apesar da recusa de Israel em reconhecer o Estado palestino como uma entidade diplomática independente, 136 dos 193 países membros da ONU, incluindo a Rússia e o Brasil, já o reconhecem.

*Com informações da Sputnik News.


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