Nesta quarta-feira (05/06/2024), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou as condições das linhas de crédito emergenciais destinadas a socorrer empresas no Rio Grande do Sul, afetadas pelas recentes enchentes. Anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, as linhas de financiamento totalizam R$ 15 bilhões e visam a compra de máquinas, equipamentos, materiais de construção, serviços relacionados, investimento e capital de giro. Os juros variam entre 6% e 12% ao ano, dependendo do tamanho da empresa e da finalidade do crédito.
As novas linhas de crédito, regulamentadas pelo CMN, utilizam recursos do superávit financeiro do Fundo Social, proveniente da exploração de petróleo na camada pré-sal. Os empréstimos estarão disponíveis tanto para pessoas jurídicas quanto para microempresários individuais operando em municípios declarados em estado de calamidade pública.
Para operações de crédito contratadas diretamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as taxas máximas são de 6% a 11% ao ano. Já nas operações indiretas, realizadas através de outras instituições financeiras que operam recursos do BNDES, os juros variam de 7% a 12% ao ano. Em ambos os casos, as instituições financeiras envolvidas assumem o risco de inadimplência.
Estrutura das taxas de juros
As taxas finais de juros são compostas pela soma das taxas do Fundo Social e das taxas de remuneração das instituições financeiras. Os recursos do Fundo Social serão emprestados a 1% ao ano para projetos de investimento, aquisição de máquinas e equipamentos, materiais de construção ou serviços. Para a linha de capital de giro, as taxas do Fundo Social serão de 4% ao ano para micro, pequenas e médias empresas (com faturamento de até R$ 300 milhões anuais) e de 6% ao ano para empresas com faturamento superior.
As instituições financeiras que operam diretamente pelo BNDES cobrarão uma remuneração de 5% ao ano. Nas operações indiretas, o BNDES receberá até 1,5% ao ano, enquanto a instituição financeira repassadora cobrará até 4,5% ao ano dos mutuários.
Prazo e condições dos empréstimos
Os prazos de financiamento das novas linhas de crédito variam de 60 a 120 meses (cinco a dez anos), com períodos de carência para o pagamento da primeira parcela entre 12 e 24 meses, dependendo da linha de crédito. Para pessoas jurídicas, a concessão da linha de crédito está condicionada à manutenção ou ampliação do número de empregos existentes antes das enchentes no Rio Grande do Sul.
Decisões do Conselho Monetário Nacional
O CMN, presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também inclui o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A regulamentação das linhas de crédito emergenciais é um esforço para proporcionar alívio financeiro às empresas afetadas pelas enchentes e contribuir para a recuperação econômica do estado do Rio Grande do Sul.
*Com informações da Agência Brasil.








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