A preservação do patrimônio arquitetônico e histórico de Feira de Santana ganhou destaque em uma reunião ampliada promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal. O encontro, realizado no Centro de Cultura Amélio Amorim, teve como objetivo principal articular um plano de ação efetivo para garantir a conservação dos imóveis que compõem esse acervo cultural da cidade.
Sob a liderança dos vereadores Jhonatas Monteiro (PSOL) e Professor Ivamberg Lima (PT), a iniciativa visa criar medidas concretas que assegurem a proteção e valorização dos bens históricos, sejam eles tombados ou não. Segundo Jhonatas Monteiro, presidente da comissão, o plano de ação contemplará diversas frentes, desde a identificação precisa dos imóveis até a revisão da legislação vigente e a fiscalização rigorosa por parte dos órgãos competentes.
“É essencial que o espaço político se envolva de maneira proativa na defesa do nosso patrimônio histórico. O documento que estamos elaborando não será apenas teórico, mas prático, com propostas concretas como a criação de um circuito histórico pela cidade e incentivos tributários para os proprietários que se comprometerem com a conservação dos imóveis”, destacou Jhonatas durante a reunião.
A reunião contou com a participação significativa de profissionais da arquitetura, professores universitários e representantes do Instituto Histórico e Geográfico, que demonstraram preocupação com a falta de fiscalização e o risco de descaracterização dos prédios históricos. O vereador também lamentou a ausência de representantes das secretarias municipais de Cultura, Desenvolvimento Urbano e Planejamento, além do IPAC e do CREA, apesar de terem sido convidados.
“Vamos submeter o plano de ação aos arquitetos que estão envolvidos no mestrado em Desenho, Cultura e Interatividade da UEFS, e posteriormente encaminhá-lo à promotoria pública especializada em patrimônio histórico. Queremos garantir que as medidas propostas sejam implementadas e que haja uma efetiva responsabilização pelos danos ao nosso patrimônio”, afirmou Jhonatas.
Durante a reunião, o vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico, Ângelo Pinto, criticou a inação do IPAC em casos recentes de intervenção urbana que afetaram prédios históricos importantes, como o Centro de Abastecimento. Segundo ele, é fundamental que os órgãos competentes exerçam seu papel de proteger e preservar o patrimônio cultural da cidade.
O vereador Professor Ivamberg Lima também enfatizou a necessidade de iniciativas legislativas que fortaleçam a proteção dos imóveis históricos, citando o caso da “casa suspensa” que está à venda e corre o risco de ser demolida. “Precisamos agir rapidamente para evitar a perda irreparável de elementos que compõem nossa identidade histórica”, alertou Ivamberg.
O plano de ação, que está sendo elaborado com participação ativa da sociedade civil e especialistas, marca um esforço conjunto para garantir que Feira de Santana preserve e valorize seu patrimônio arquitetônico, contribuindo para o desenvolvimento cultural e turístico da cidade no longo prazo.
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