Amigos e pessoas com informações privilegiadas já têm conhecimento da “deterioração mental” do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, há meses, afirmou nesta sexta-feira (28/06/2024) o jornalista investigativo norte-americano Seymour Hersh. Hersh, ganhador do Prêmio Pulitzer, fez a declaração em sua conta na plataforma Substack, onde comentou sobre o crescente isolamento do presidente.
“Tenho ouvido há meses sobre o isolamento crescente do presidente, inclusive de seus antigos amigos no Senado, que descobrem que ele é incapaz de retornar às suas atividades”, escreveu Hersh. Ele também destacou que pelo menos um líder estrangeiro, após uma reunião privada com Biden, disse a outros que o declínio do presidente era tão visível “que era difícil entender como ele poderia enfrentar o rigor de uma campanha de reeleição”. Tais avisos foram ignorados, acrescentou Hersh.
Hersh também comentou sobre o debate presidencial realizado na noite desta quinta-feira (27) entre Biden e seu adversário, Donald Trump. Segundo o jornalista, o debate mostrou aos Estados Unidos e ao mundo que o presidente não tem condições de exercer suas funções.
“O declínio do presidente Joe Biden rumo ao vazio tem sido contínuo por meses, enquanto ele e seus assessores de política externa têm instado por um cessar-fogo que não acontecerá em Gaza, ao mesmo tempo em que continuam a fornecer armamentos que tornam um cessar-fogo menos provável”, analisou Hersh.
O jornalista também mencionou um paradoxo similar na Ucrânia, onde Biden tem financiado uma guerra que não pode ser vencida e se recusado a participar de negociações que poderiam encerrar o conflito. Hersh ainda questionou a decisão da Casa Branca de permitir debates com Donald Trump antes das eleições, considerando o “óbvio declínio de Biden”.
Segundo Hersh, uma das razões para essa decisão foi a esperança de que, se Biden se saísse bem, como em seu discurso do Estado da União em março, a questão de sua capacidade mental seria adiada. Uma má performance daria à campanha de Biden tempo para melhorar a preparação para o segundo debate programado.
Outra fonte mencionada por Hersh afirmou que o Partido Democrata está enfrentando uma “crise de segurança nacional” pelo fato de o país estar apoiando “duas guerras devastadoras com um presidente que claramente não está à altura”. Hersh sugeriu que pode ser hora de redigir um discurso de renúncia, comparando a situação atual com a do presidente Lyndon Johnson em 1968.
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