Deputado Robinson Almeida propõe proibição de fraturamento hidráulico na Bahia

Projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia visa impedir uso de fracking na exploração de gás de xisto devido a impactos ambientais e riscos à saúde.
Projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia visa impedir uso de fracking na exploração de gás de xisto devido a impactos ambientais e riscos à saúde.

O deputado Robinson Almeida (PT) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um projeto de lei que proíbe a utilização do método de fraturamento hidráulico, conhecido como fracking, na exploração de jazidas de gás de xisto no estado. O parlamentar destacou que, apesar do aumento na produção de energia e benefícios econômicos em algumas regiões, a prática tem provocado impactos ambientais significativos e efeitos adversos à saúde humana, incluindo riscos para a qualidade da água e do ar.

Robinson Almeida explicou que o fraturamento hidráulico é um método utilizado para a extração de gás natural de formações rochosas subterrâneas. A técnica consiste na injeção de uma mistura de água, areia e produtos químicos em alta pressão na rocha, para fraturá-la e permitir que o gás preso flua mais livremente. Contudo, segundo o deputado, esta prática tem sido associada à contaminação de águas subterrâneas, vazamentos de metano, atividade sísmica, e ao uso de grandes volumes de água, além do descarte de águas residuais contendo produtos químicos nocivos.

O deputado destacou que a prática do fracking tem gerado preocupações sobre possíveis efeitos na saúde das pessoas que vivem próximas às operações, devido à exposição a produtos químicos tóxicos, poluição do ar e água contaminada. Estudos mencionados pelo parlamentar associam o fracking a problemas respiratórios, distúrbios neurológicos e câncer. Além disso, o processo de extração e transporte do gás de xisto pode liberar gases de efeito estufa e outros poluentes atmosféricos, contribuindo para a poluição do ar local.

Robinson Almeida ressaltou que a proibição do fracking tem como objetivo a preservação da saúde humana e do meio ambiente. Ele lembrou que a saúde é um direito fundamental garantido pela Constituição estadual, que também obriga o Estado a proteger o meio ambiente e combater a poluição. Diversas cidades, estados e países já reconheceram os danos causados pelo fracking e proibiram a prática, como Alemanha, França, Holanda, Suécia, Bulgária, Polônia e Israel, além de Nova Iorque, Miami, Washington, Vista Alegre (Argentina) e Cantábria (Espanha).

“Desse modo, a vedação que se pretende estabelecer é medida que garante a integridade do meio ambiente, além de, e principalmente, preservar a saúde de trabalhadores e cidadãos”, concluiu Robinson Almeida.


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