Cerca de 373 milhões de cidadãos dos 27 países da União Europeia estão aptos a votar nas eleições que vão renovar o Parlamento Europeu, a partir desta quinta-feira (06/06/2024) e até domingo (9). As sondagens de intenção de voto mostram que o legislativo do bloco está a caminho de uma mudança acentuada para a direita, inclusive com o fortalecimento da extrema direita.
É a maior votação transnacional da história. São 27 países mobilizados para atrair o voto de cada cidadão que escolherá os deputados da nova legislatura do Parlamento Europeu.
As eleições começam nesta quinta-feira na Holanda, seguido pela Irlanda na sexta-feira, a Letônia, Malta e Eslováquia vão às urnas no sábado e o grande dia para os outros 20 Estados-membros do bloco será no domingo.
Nestas eleições, que acontecem a cada cinco anos, o voto não é obrigatório, com exceção na Bélgica, Grécia, Luxemburgo e Bulgária.
Nas últimas eleições, em 2019, quando o Reino Unido ainda fazia parte da União Europeia, apenas metade dos eleitores aptos a votar foram às urnas. Desta vez, estima-se que a abstenção seja menor.
Apesar do papel cada vez mais visível de Bruxelas na resolução de problemas comuns como a segurança, defesa, alterações climáticas, custo de vida e imigração, o resultado nas urnas pode bem ser um reflexo dos problemas internos de cada país.
No total, serão eleitos 720 deputados para um mandato de cinco anos. O número dos eurodeputados de cada país dependerá do tamanho de sua população. A Alemanha, por exemplo, terá direito a 96 assentos por ser a nação mais populosa da União Europeia, e é seguida pela França, que terá que eleger 81 políticos.
Em 21 países, as pessoas com 18 anos ou mais podem votar, enquanto na Alemanha, Bélgica, Áustria e Malta a idade mínima é de 16 anos e na Grécia é de 17 anos.
*Com informações da RFI.








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