O percentual de famílias endividadas no Brasil registrou aumento pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 78,8% em maio deste ano, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgados na segunda-feira (10/06/2024) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse resultado representa um crescimento em relação aos 78,5% de abril e aos 78,3% de maio de 2023, alcançando o maior patamar desde novembro de 2022.
A pesquisa considera como endividadas as famílias que possuem qualquer tipo de dívida, mesmo que esta não esteja em atraso, como compras no cartão de crédito ou financiamentos. De acordo com a CNC, esse aumento no endividamento reflete a crescente demanda por crédito, especialmente devido à redução dos juros básicos da economia, a taxa Selic, que vem caindo a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), atualmente em 10,50%.
O percentual de famílias que se consideram muito endividadas também apresentou aumento, chegando a 17,8% em maio, ante os 17,2% registrados em abril. Em relação à inadimplência, que se refere às famílias com dívidas ou contas em atraso, o índice se manteve estável em 28,6% em maio deste ano, mesmo nível de abril, mas abaixo dos 29,1% de maio do ano anterior.
Quanto às famílias que não terão condições de pagar suas dívidas, o percentual ficou em 12% em maio, abaixo dos 12,1% de abril, mas acima dos 11,8% de maio de 2023.
Entre os principais fatores de endividamento destacam-se o cartão de crédito, presente em 86,9% dos casos, seguido pelos carnês (16,2%) e pelo crédito pessoal (9,8%). Um destaque positivo foi o cheque especial, que registrou o menor percentual de participação nas dívidas das famílias desde o início da pesquisa em 2010, com apenas 3,9%.
A CNC prevê que o percentual de endividamento continue aumentando até dezembro, quando deve atingir 80,4%.
*Com informações da Agência Brasil.









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