No Hospital Inácia Pinto dos Santos, conhecido como Hospital da Mulher, a 4ª Oficina Síndrome do Amor foi um marco para muitas famílias. Destinada a crianças com Síndrome de Down (T21), a oficina foi promovida pela Fundação Hospitalar de Feira de Santana e reuniu diversas atividades e orientações com foco no desenvolvimento infantil. A iniciativa visava, além do desenvolvimento das crianças, promover a interação entre mães, permitindo o compartilhamento de desafios e experiências da maternidade atípica.
A oficina incluiu uma variedade de atividades, destacando-se a oficina de brincar terapêutico, que ensinou às mães como estimular seus filhos em casa através da brincadeira.
“Os desafios são grandes, mas buscamos levar o conhecimento da fisioterapia para que haja uma integração social familiar com resultados positivos no desenvolvimento da criança”, explicou Lília Oliveira, fisioterapeuta pediátrica responsável pelas oficinas.
Além disso, a presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, destacou a importância de ações como esta para criar uma rede de apoio para os pais.
“A oficina foi aberta ao público, e não apenas para as crianças acompanhadas no serviço ambulatorial do Hospital da Mulher. Entendemos o quanto esses serviços são importantes para a população”, afirmou.
Gilsimar Pereira da Silva, residente no bairro George Américo, compartilhou sua experiência ao acompanhar o filho nas sessões de fisioterapia.
“Sempre que possível, eu ou minha mãe estamos presentes para ajudar, apoiar e incentivar o Elías, de apenas 10 meses. Ele frequenta a instituição de saúde desde que nasceu, e o progresso dele é notável”, relatou Gilsimar.
O policial militar Joemar Rios também expressou seu entusiasmo pelas orientações recebidas na oficina.
“Minha filha nasceu com T21 e com algumas complicações, já fez duas cirurgias no coração e usa marca-passo, mas tem muita vontade de viver. Estamos hoje aqui na oficina do Amor, proporcionando para ela a inclusão e os benefícios que a fisioterapia traz”, salientou.
Mara Denise Melo, mãe de Maria Luíza, emocionou-se ao falar sobre a oficina.
“A equipe de fisioterapia do Hospital da Mulher está proporcionando para minha filha a qualidade de vida que buscamos e que ela merece”, destacou. Ela enfatizou a importância da participação familiar nas oficinas para a continuidade das práticas em casa. “Em casa, trabalhamos as atividades que ela aprende aqui para que ela tenha autonomia e independência. Hoje, Lília Oliveira nos ensinou como mantê-la em pé, melhorando o tônus muscular de forma correta”, explicou Mara.
Lucilene dos Santos, mãe de seis filhos, também reconheceu os benefícios da oficina. Ela não mede esforços para trazer Pedro Henrique, de cinco anos, para a Oficina, já que ele não realiza fisioterapia em outro serviço.








Deixe um comentário