Feira de Santana: Vereadores criticam atraso no pagamento dos servidores do Hospital Estadual da Criança

Atraso no pagamento de salários e problemas no atendimento de saúde são denunciados em Feira de Santana.
Atraso no pagamento de salários e problemas no atendimento de saúde são denunciados em Feira de Santana.

A Fundação José Silveira, responsável pela gestão do Hospital Estadual da Criança (HEC), enfrenta críticas devido ao atraso no pagamento dos salários de seus funcionários. A denúncia foi feita pelo vereador Edvaldo Lima (União Brasil) durante um pronunciamento na Câmara Municipal de Feira de Santana esta semana. Segundo o vereador, “o trabalhador tem o seu direito e isto precisa ser respeitado em qualquer esfera de gestão, seja municipal, estadual ou federal”. Ele cobrou providências do governador Jerônimo Rodrigues para resolver a situação.

Além dos problemas de pagamento, Edvaldo Lima destacou falhas no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) situada nas proximidades do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Ele relatou que os pacientes, após receberem uma pulseira verde, são orientados a aguardar atendimento, mas frequentemente acabam passando o dia inteiro esperando, apenas para serem informados que não serão atendidos e que devem procurar outra unidade de saúde. O vereador classificou essa prática como uma “falta de respeito à população”.

O sistema de regulação de alta complexidade também foi alvo de críticas. Edvaldo Lima compartilhou um caso pessoal envolvendo sua irmã, que teria permanecido sentada em uma cadeira no HGCA por três dias, aguardando uma vaga. Após ser finalmente removida para outro hospital, ela faleceu ao chegar ao destino.

“Já foram registradas dezenas de óbitos de baianos que estavam nessa fila de espera”, lamentou o vereador.

Outro vereador, Paulão do Caldeirão (PP), defendeu que a responsabilidade não recai apenas sobre os gestores municipais ou estaduais, afirmando que o problema é de âmbito nacional. Ele elogiou os esforços da diretora do HGCA em tentar atender os pacientes. Já Luiz da Feira (PP) atribuiu a superlotação das unidades estaduais de saúde à falta de assistência básica municipal. Ele argumentou que a sobrecarga no Hospital Clériston Andrade é resultado da inexistência de outras unidades de saúde funcionais no município. “Tem razão do Clériston ficar cheio, porque só existe ele funcionando. Se fechar, é que veremos a população de Feira sofrer”, frisou Luiz, cobrando do prefeito Colbert Filho a construção de um hospital municipal.


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