Ministro do Turismo elogia PEC das Praias em entrevista ao Canal Gov

Celso Sabino, ministro do Turismo, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
Celso Sabino, ministro do Turismo, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, manifestou sua aprovação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) das Praias, durante uma entrevista concedida nesta quarta-feira (19/06/2024) ao programa Bom Dia, Ministro, veiculado pelo Canal Gov da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Sabino enfatizou que, embora controversa, a PEC possui méritos significativos, como a potencial elevação na receita governamental, a criação de oportunidades de trabalho e a promoção de investimentos em áreas atualmente carentes de infraestrutura.

As áreas de marinha, delimitadas até 33 metros a partir da linha da maré alta, são o cerne da proposta em discussão no Senado após ter sido aprovada na Câmara dos Deputados em dois turnos. Celso Sabino lamentou a polêmica envolvendo personalidades públicas e a mídia, que, segundo ele, distorceram o propósito da PEC, insinuando privatização das praias. Para o ministro, o debate precisa ser conduzido com base em argumentos técnicos e com respeito aos direitos estabelecidos.

“Esse tema virou um tema bastante polêmico, sobretudo com envolvimento de um jogador de futebol [Neymar] e uma atriz [Luana Piovani], que ficaram debatendo [em público o assunto]. Teve também uma grande emissora que botou um apelido, [dando a ideia] de que vai privatizar as praias. Quando um projeto adquire um apelido assim, muitas vezes acaba fugindo da realidade. Isso despertou o debate e a discussão sobre esse projeto que tem muitos pontos positivos”, esclareceu Sabino.

O ministro destacou a importância de se diferenciar posse de propriedade, especificando que as áreas de marinha pertencem ao governo federal, mas podem ser habitadas e exploradas mediante o pagamento de foro, um tributo anual. Ele argumentou que o projeto propõe a possibilidade de regularização da propriedade para residentes de longa data, o que poderia significar uma significativa ampliação na receita pública.

Além dos aspectos tributários e de regularização fundiária, Celso Sabino salientou o potencial de atração de investimentos privados em áreas costeiras desprovidas de infraestrutura.

“Em todo mundo, você tem a instalação de grandes empreendimentos a custos altíssimos que empregam milhares de pessoas. No caso de praias em locais onde não existe nenhuma infraestrutura instalada, onde não vai ninguém; um lugar paradisíaco e atrativo, podemos atrair um grande empresário nacional e internacional para, ali, fazer um investimento”, explicou o ministro.

Finalizando sua análise, Celso Sabino enfatizou a necessidade de um debate técnico e desapaixonado sobre o tema, evitando polarizações ideológicas.

“O assunto merece ser discutido de forma isenta de ideologia partidária ou política, respeitando os direitos adquiridos e garantindo a propriedade aos brasileiros dessas áreas”, concluiu.

*Com informações da Agência Brasil.


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