Como parte das comemorações pela Independência do Brasil na Bahia, a sede administrativa do Estado foi transferida para a cidade de Cachoeira na terça-feira (25/06/2024). Esta mudança, aprovada pela lei 10.695 de 2007, ocorre anualmente. Nesta data, o governador Jerônimo Rodrigues e diversos órgãos baianos despacham diretamente da cidade do recôncavo.
O Plantão Integrado dos Direitos Humanos, coordenado pela Secretaria da Justiça e Direitos Humanos (SJDH), foi instalado na quinta-feira, dia 20, e ofereceu diversos serviços aos moradores de Cachoeira e municípios próximos até esta terça-feira, dia 25. A iniciativa reúne órgãos públicos e entidades da sociedade civil para atuar na proteção e defesa dos direitos humanos através de um Comitê de Proteção Integral. Nos postos de serviço, é possível fazer denúncias de violência contra crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, mulheres, pessoas negras, LGBT, entre outros públicos.
A Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) realizou um receptivo especial, com manifestações culturais da Bahia e funcionamento no posto do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT), voltado para as comemorações da Independência da Bahia. Agentes especializados prestaram atendimento em português e inglês, compartilhando informações sobre pontos turísticos na região e nas 13 zonas turísticas baianas.
O Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), vinculado à Secretaria da Administração (Saeb), também esteve presente na cidade. A carreta do SAC Móvel ficou estacionada na Praça Dr. Milton, em frente à Santa Casa de Misericórdia, até às 17h desta quarta-feira, dia 26. No local, foram emitidos, de forma gratuita, carteira de identidade (RG) e antecedentes criminais, além de atendimento da Ouvidoria Geral do Estado.
O operador de máquinas e morador da cidade, Wellington Azevedo, destacou a eficácia do serviço, ressaltando a conveniência de obter documentos importantes sem precisar viajar. Bianca Conceição, mulher trans, também aproveitou a presença do SAC para obter seu novo documento com a redesignação de gênero, elogiando a rapidez e simplicidade do processo.
As equipes do Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM), vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), estiveram disponíveis para receber, encaminhar e acompanhar denúncias de racismo ou intolerância religiosa, garantindo apoio psicológico, social e jurídico às vítimas. A titular da pasta, Ângela Guimarães, destacou a receptividade da população local e a importância do território de resistência negra.
Um dos momentos mais aguardados foi o desfile das bandas e fanfarras em homenagem às tropas que lutaram pela independência da Bahia e do Brasil. Moradores e visitantes comemoraram a passagem dos carros com o caboclo e a cabocla, símbolos da luta e resistência do povo baiano. Ana Cristina, nascida em Cachoeira e atual moradora de Aracaju, destacou o valor histórico e cultural do desfile.
O desfile cívico contou com a participação de bandas e fanfarras de diversos colégios estaduais da região, destacando a presença de 60 estudantes do Colégio Estadual de Cachoeira, que trouxeram para as ruas o tema “70 anos do colégio”.
A Independência do Brasil foi declarada por Dom Pedro I no dia 7 de setembro de 1822, porém, o exército português continuou a resistir, dominando o território baiano até 2 de julho de 1823. A luta na Bahia representou o rompimento com a presença militar portuguesa, conforme explica o historiador Ricardo Carvalho, da Universidade Federal da Bahia (Ufba). A batalha consolidou nomes como Joana Angélica e Maria Felipa, que se tornaram “Heróis da Independência”.











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