O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prepara-se para anunciar uma ordem executiva que visa restringir a imigração ilegal, marcando uma mudança significativa em sua abordagem sobre a questão. A medida deverá ser revelada na próxima terça-feira (04/06/2024), durante um evento com prefeitos do estado do Texas. Sob seu mandato, as travessias ilegais da fronteira com o México atingiram níveis recordes, transformando a questão em uma das maiores preocupações da sua campanha para reeleição.
De acordo com o The New York Times, a ordem executiva permitirá ao governo federal fechar a fronteira com o México todos os dias após um determinado número de travessias ilegais. Biden avançou a proposta no mês passado durante uma entrevista à rede hispânica Univision. O jornal norte-americano observa que a medida “representa a política fronteiriça mais restritiva instituída por Biden, ou por qualquer democrata na era moderna, e ecoa o esforço do ex-presidente Donald Trump para bloquear a migração, esforço que foi atacado pelos próprios democratas em 2018.”
A mudança de posição de Biden, que fez campanha em 2020 criticando duramente as políticas de imigração de Trump, é atribuída tanto à mudança na opinião do eleitorado sobre a questão quanto ao momento alarmante em termos de intenções de voto antes das eleições de novembro. As pesquisas indicam que Trump lidera em 5 dos 6 estados indecisos, os quais são cruciais para a definição do vencedor das eleições presidenciais segundo o sistema do Colégio Eleitoral dos EUA.
Nos últimos meses, o presidente Biden tem enfrentado uma queda de apoio de jovens, progressistas e árabes americanos, principalmente devido ao apoio do governo dos EUA à operação militar de Israel em território palestino, em resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro. Além disso, o aumento dos preços tem levado outros grupos demográficos que historicamente apoiam os democratas, como latinos, afro-americanos e a classe trabalhadora, a se inclinarem mais para Trump.
Durante seus comícios, Trump critica duramente a política de imigração de Biden, alegando que o presidente abriu indiscriminadamente as fronteiras dos EUA. Ele prometeu realizar uma deportação em massa de imigrantes ilegais se for eleito. Trump também desempenhou um papel crucial ao convencer senadores republicanos a rejeitar um projeto de lei da Casa Branca, que incluía US$ 14 bilhões para aumentar a segurança na fronteira e acelerar os processos de asilo.
Ainda de acordo com a mídia, a ordem executiva que Biden assinará enfrentou resistência entre os democratas, que argumentam que a questão deveria ser resolvida através de meios legislativos. A administração discutiu a possibilidade de fechar a fronteira se houvesse uma média de 5 mil travessias em uma semana ou 8,5 mil em um único dia, embora o limite possa ser alterado.
*Com informações da Sputnik News.











Deixe um comentário