A Síria está mergulhada na sua pior crise humanitária desde o início do conflito há 13 anos, conforme alertou o Diretor da Divisão de Coordenação do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ramesh Rajasingham. Em seu discurso ao Conselho de Segurança, ele destacou os impactos devastadores da prolongada crise econômica e do conflito contínuo sobre a população síria, que enfrenta altos níveis de insegurança alimentar aguda, desnutrição infantil severa e falta de acesso a serviços essenciais como água potável e cuidados de saúde.
A situação na Síria atingiu um ponto crítico, com quase 13 milhões de pessoas, mais da metade da população, enfrentando graves dificuldades alimentares. A economia do país encolheu significativamente, exacerbando as condições de vida já desesperadoras. Apesar dos apelos da ONU por financiamento humanitário, apenas uma fração do necessário foi recebida até agora, colocando em risco a continuidade dos serviços vitais de assistência humanitária.
Para enfrentar esta crise sem precedentes, Rajasingham enfatizou a importância das operações transfronteiriças da Turquia, que têm sido essenciais para fornecer ajuda no noroeste da Síria. No entanto, ele pediu o consentimento contínuo do governo sírio para manter essas operações, além de solicitar um compromisso renovado com uma solução política abrangente conforme estabelecido na resolução 2254 do Conselho de Segurança.
*Com informações da ONU News.











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