Bahia recebe R$ 2,4 bilhões para infraestrutura de transportes em 2024, diz Governo Lula

O investimento federal na melhoria da infraestrutura de transportes da Bahia alcançou R$ 2,4 bilhões em 2024. Esse valor representa um aumento de 248% em relação a 2022, quando R$ 689 milhões foram destinados às rodovias e ferrovias baianas. Em 2023, no primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o investimento já havia subido para R$ 1,2 bilhão no estado, conforme dados disponíveis no ComunicaBR, plataforma de transparência ativa do Governo Federal.

A retomada do investimento nas rodovias e ferrovias em todo o país contou com o impacto fundamental do Novo PAC. Na Bahia, uma das principais obras de infraestrutura viária incluídas no programa é a Rodovia do Vaqueiro. Com um investimento de R$ 117 milhões, a recuperação do trecho da BR-235/BA entre Campo Alegre de Lourdes e Remanso foi concluída em abril de 2024. A obra impacta dois milhões de moradores na região norte do estado, resultando em viagens mais baratas e rápidas. O trajeto de táxi entre as duas cidades, que antes custava R$ 100, agora sai por R$ 60. Além de facilitar a vida das pessoas, a rodovia ajudará no escoamento da produção local, destacando-se Campo Alegre de Lourdes, considerada a capital nordestina do mel, com uma produção anual que supera as 500 toneladas.

Outra importante obra na Bahia foi inaugurada com a presença do presidente Lula em 1º de julho. Com investimento de R$ 467 milhões do Governo Federal, o Lote 6 de duplicação e adequação de obras da BR-116, entre Santa Bárbara e Feira de Santana (km 387,4 e km 427,8), incluindo o Contorno Oeste de Feira de Santana, visa garantir aos usuários da rodovia e moradores do entorno um tráfego mais seguro e dinâmico. O empreendimento abrange, além da duplicação de 40,3 quilômetros, a implantação de vias laterais e a restauração da pista existente, a construção de cinco interseções, oito retornos operacionais duplos, 12 passarelas de pedestres, três pontes e 15 viadutos.

Ainda em andamento, está a obra no trecho da BR-030 que cruza os municípios de Cocos, Carinhanha e Feira da Mata. Com investimento federal de R$ 194 milhões, a estruturação da malha rodoviária nessa região facilitará o acesso e o escoamento dos insumos, fortalecendo a economia local, caracterizada pela produção de grãos, cereais e de gado de corte e leite.

O Novo PAC também viabilizou outras obras nas vias federais na Bahia, incluindo a duplicação do trecho Barreiras – Luís Eduardo Magalhães da BR-242; construção do trecho Cocos – Divisa BA/GO, na BR-030; construção do trecho Cocos – Divisa BA/MG – Lote 5, na BR-135; adequação da travessia urbana de Juazeiro, na BR-235/407; adequação/duplicação na divisa PE/BA (Ibó) – Feira de Santana Lote 5, na BR-116; construção do trecho Correntina – Jaborandi – Lote 3, na BR-135; construção do trecho Campo Alto de Lourdes – Divisa BA/PI, na BR-020; duplicação do trecho Barreiras – Luís Eduardo Magalhães, na BR-242; duplicação do trecho divisa SE/BA – Feira de Santana – Lote 3, na BR-101; e construção do trecho Maraú – Entr. BR-101/BA – Lote 3, na BR-030.

Investimento nacional e no Nordeste

Em âmbito nacional, o Governo Federal investirá R$ 24 bilhões na melhoria da infraestrutura de transportes em 2024. Esse valor representa um aumento de 197,4% em relação aos R$ 8 bilhões investidos em 2022.

A região Nordeste terá o maior aporte de recursos para rodovias e ferrovias, com R$ 6,19 bilhões; seguida pelo Sul, com R$ 4,59 bilhões; o Norte, com R$ 3,8 bilhões; o Centro-Oeste, com R$ 2,3 bilhões; e o Sudeste, com R$ 1,2 bilhão.

Entre os estados, o Rio Grande do Sul lidera com o maior volume de investimentos na infraestrutura de transportes em 2024, com R$ 2,88 bilhões destinados à melhoria das rodovias e ferrovias federais. Na sequência, aparecem Bahia (R$ 2,4 bilhões), Pará (R$ 1,4 bilhão), Santa Catarina (R$ 1,2 bilhão) e Maranhão (R$ 866 milhões).

O investimento federal nas estradas do país levou o Brasil a alcançar o melhor Índice de Condição da Manutenção (ICM) da malha rodoviária desde o estabelecimento da atual metodologia, em 2016, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Em maio de 2024, o ICM chegou a 70% de bom, contra 12% de ruim ou péssimo. O ICM é calculado a partir de levantamento de campo, buscando classificar cada segmento em quatro categorias: péssimo, ruim, regular ou bom. O cálculo do ICM é composto pelo Índice de Pavimentação (IP), que representa 70% do valor final, e pelo Índice de Conservação (IC), que representa os 30% restantes.


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