A comunidade internacional voltou sua atenção para a crise humanitária na Ucrânia, após os recentes ataques que deixaram um rastro de destruição e morte, especialmente visível no hospital infantil Okhmatdyt, na capital Kyiv. Durante a sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, a subsecretária-geral interina para os Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, descreveu a cena de “caos, poeira e escombros” que se seguiu aos ataques, onde equipes médicas improvisaram áreas de triagem para crianças com câncer e em tratamento de hemodiálise.
O ataque ao Okhmatdyt resultou na morte de pelo menos 27 civis, incluindo quatro crianças, e deixou 117 feridos, entre eles sete menores. Msuya alertou para os impactos humanitários devastadores da guerra, destacando que mais de 14,6 milhões de pessoas na Ucrânia necessitam urgentemente de assistência. O acesso aos cuidados médicos, especialmente para mulheres e meninas, está severamente comprometido, exacerbando a crise em um país já devastado pela guerra.
Além de Kyiv, cidades como Kryvyi Rih, Dnipro, Sloviansk e Kramatorsk também enfrentaram ataques, ampliando o número de vítimas e a destruição de infraestruturas essenciais. Desde o início do conflito, a Organização Mundial da Saúde registrou 1.878 ataques contra instalações de saúde na Ucrânia, resultando em mais de 500 vítimas, incluindo mortes de civis inocentes em meio aos bombardeios indiscriminados.
O Escritório da ONU para Assistência Humanitária (Ocha), em colaboração com parceiros, conseguiu fornecer ajuda vital a 4,4 milhões de pessoas nos primeiros quatro meses deste ano, mas os recursos disponíveis representam apenas uma fração do necessário para atender às necessidades emergenciais do país. A subfinanciamento crônico continua a ser um obstáculo significativo para a assistência humanitária eficaz na região.
Enquanto equipes de resgate lutam para limpar os escombros em busca de sobreviventes, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, condenou veementemente os ataques a hospitais em Kyiv como “abomináveis” e instou as partes envolvidas no conflito a cessarem imediatamente os ataques contra civis e infraestruturas civis. Turk também pediu investigações rápidas e independentes sobre os recentes incidentes, enfatizando a necessidade urgente de responsabilização dos responsáveis por violações das leis de guerra.
*Com informações da ONU News.








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