Na terça-feira (23/07/2024), uma nova pesquisa revelou que a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, lidera Donald Trump na intenção de voto, com 44% das preferências contra 42% do republicano. A pesquisa, realizada pela Reuters/Ipsos, foi divulgada dois dias após a desistência do presidente Joe Biden da corrida eleitoral. Na semana anterior, Harris e Trump estavam empatados com 44% cada. Outra pesquisa, da PBS News/NPR/Marist, mostrou Trump à frente de Harris por um ponto percentual, com 46%, e 9% de eleitores indecisos. A decisão de Biden de se afastar da campanha foi considerada “correta” por 87% dos americanos, com 41% acreditando que isso aumenta as chances de vitória dos democratas e 24% temendo um possível prejuízo ao partido.
Durante um comício em Milwaukee, Wisconsin, Kamala Harris pediu apoio para sua candidatura, afirmando que a eleição decidirá entre um futuro de “liberdade, compaixão e Estado de direito” ou de “caos, medo e ódio”. Harris destacou a importância de Wisconsin, um estado crucial para a eleição presidencial de 5 de novembro, e anunciou ter garantido o apoio de delegados suficientes para assegurar a nomeação democrata. A vice-presidente também destacou que sua campanha arrecadou mais de 100 milhões de dólares em dois dias, contrastando com o apoio financeiro de Trump, que ela acusa de vir de “milionários e grandes corporações”.
Trump, recentemente confirmado como candidato republicano, acredita que Kamala Harris representa uma adversária “mais fácil” de vencer do que Biden, devido à sua percepção de que Harris é mais radical. Trump está preparado para debates com Harris, afirmando estar em melhor condição para enfrentar a democrata, que possui 59 anos contra seus 78. Harris, ex-procuradora, afirmou estar bem equipada para enfrentar Trump, mencionando sua experiência com “predadores” e “golpistas”.
A base democrata demonstra otimismo com a candidatura de Harris, que tem obtido apoio significativo de líderes do partido, incluindo Chuck Schumer e Hakeem Jeffries, além de figuras influentes como Hillary Clinton e George Clooney. O ex-presidente Barack Obama ainda não se manifestou publicamente, mas Biden, que retornou à Casa Branca após isolamento por Covid-19, fará um discurso explicando sua desistência da candidatura.
*Com informações da RFI.







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