Uma pesquisa inédita divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (01/07/2024) revelou que 60% das empresas industriais no Brasil identificam a elevada carga tributária como o principal fator responsável pelo alto preço da energia elétrica. O estudo consultou 1.002 executivos líderes de indústrias de pequeno, médio e grande portes em todas as regiões do país.
Para a maioria dos entrevistados (78%), a carga tributária é o principal item que impacta diretamente na conta de luz, seguida por outros fatores como períodos de seca (29%), custos de transmissão de energia (27%), subsídios pagos na conta de luz (17%) e custo da geração de energia (16%).
Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou a importância de reduzir os encargos para aumentar a competitividade do setor industrial.
“A diminuição dos encargos é crucial não apenas para a competitividade do setor industrial, mas também para garantir a sustentabilidade econômica do setor elétrico nacional”, afirmou Alban.
Roberto Wagner Pereira, gerente de Energia da CNI, explicou que a carga tributária, somada aos encargos e subsídios, representa aproximadamente 44% do custo final da energia elétrica para o consumidor.
“Isso tem um impacto significativo na competitividade da indústria, especialmente quando comparado aos custos menores de energia enfrentados por nossos concorrentes internacionais”, acrescentou.
Segundo Ivan Camargo, professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em energia, a solução para enfrentar esse cenário passa pela redução dos encargos e impostos.
“O Brasil possui fontes de energia baratas e renováveis, como hidrelétricas, energia solar e eólica. A retirada dos encargos e a diminuição dos impostos são essenciais para reduzir o custo da energia elétrica”, enfatizou Camargo.
A pesquisa também revelou que 80% das indústrias utilizam energia elétrica como principal fonte energética para o processo industrial, seguida por energia solar (10%), gás natural (2%), óleo diesel (2%) e lenha (1%).
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