O presidente francês, Emmanuel Macron, aceitou nesta terça-feira (16/07/2024) a renúncia do primeiro-ministro Gabriel Attal e de seu governo. A atual administração continuará em atividade até que um novo primeiro-ministro seja nomeado. A decisão foi tomada após um conselho de ministros realizado mais cedo.
A renúncia do governo permite que os ministros reeleitos como deputados nas eleições legislativas antecipadas de 30 de junho e 7 de julho participem da escolha da presidência da nova Assembleia Nacional, que ocorrerá na quinta-feira (18). As negociações continuam intensas, enquanto o plenário francês permanece dividido em três principais blocos sem uma maioria clara. A aliança de esquerda Nova Frente Popular obteve o maior número de deputados, seguida pela aliança macronista de centro-direita e pela extrema-direita com seus aliados ultraconservadores.
De acordo com o comunicado do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, Attal e seus ministros continuarão responsáveis pelo “tratamento de questões atuais até a nomeação de um novo governo”. Macron sugeriu que essa situação pode durar “algumas semanas”. Fontes próximas ao presidente indicam que um novo premiê pode não ser nomeado antes do final dos Jogos Olímpicos, que ocorrerão em Paris de 26 de julho a 11 de agosto.
Gabriel Attal, que ficou apenas seis meses no cargo, garantiu “até o último minuto” a “continuidade do Estado”. Ele afirmou que, apesar das dificuldades, “o pior foi evitado”, referindo-se à possível ascensão da extrema-direita ao poder. Não houve tensões nem protestos durante a reunião que decidiu a renúncia, embora o campo presidencial tenha demonstrado divergências após a dissolução da Assembleia Legislativa e a convocação de eleições antecipadas.
Enquanto a formação do novo governo está suspensa, os grupos políticos buscam novas alianças. Na coligação de centro-direita, o partido conservador Os Republicanos, que elegeu 40 deputados, é novamente foco de atenção. Uma fonte presente na reunião de ministros indicou que Macron busca “uma coligação majoritária ou um grande pacto legislativo”.
Na esquerda, as negociações para a indicação de um candidato ao cargo de primeiro-ministro intensificam-se. O partido França Insubmissa, parte da aliança Nova Frente Popular, recusou a proposta dos socialistas, comunistas e ecologistas de sugerir a especialista em mudanças climáticas Laurence Tubiana para o cargo. A falta de acordo prejudica a imagem da coligação progressista e reforça a tese de Macron sobre a incapacidade da esquerda de formar um governo.
Em meio à crise política, uma certeza prevalece: o próximo governo enfrentará desafios significativos com as finanças públicas. A dívida da França atingiu quase € 3,2 bilhões no final de março, equivalente a aproximadamente 111% do PIB, bem acima do limite de 60% estabelecido pelos critérios europeus.
*Com informações da RFI.
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