O debate sobre direitos sexuais e reprodutivos ganhou destaque em Feira de Santana durante uma capacitação voltada a profissionais de saúde da rede municipal. Realizado no auditório da Unex, o evento reuniu médicos e enfermeiros com o objetivo de aprimorar o acolhimento nos serviços de saúde, oferecendo orientações essenciais sobre métodos contraceptivos e planejamento familiar.
Segundo a ginecologista Andréia Alencar, uma das facilitadoras do encontro, o foco foi direcionado aos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração, reconhecidos mundialmente por sua eficácia e segurança, inclusive para adolescentes a partir dos 13 anos.
“É crucial capacitar esses profissionais, pois são a porta de entrada dos pacientes na saúde não emergencial. As unidades básicas de saúde devem oferecer um ambiente acolhedor e preparado para orientar de maneira eficaz na prevenção da gravidez e no planejamento familiar”, destacou a médica.
O enfermeiro Valterney Morais enfatizou a importância do debate dentro da perspectiva dos direitos humanos, enfatizando que a diversidade não deve ser motivo de desigualdade no atendimento. Durante o evento, Valterney trouxe contribuições valiosas de representantes da comunidade LGBTQIAPN+, como a estudante de enfermagem Vitória Santos, uma mulher lésbica desfeminilizada, e o linguista Apólo Vicent, um homem trans. Ambos destacaram a necessidade de uma assistência integral e equânime às pessoas LGBTQIAPN+ nos serviços de saúde.
“A equipe técnica LGBTQIAPN+ da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Grupo União e Respeito pela Diversidade e da Liga LGBTQIAPN+ do Centro Universitário Nobre, demonstrou que é fundamental garantir o acesso das pessoas LGBTQIAPN+ às tecnologias contraceptivas e conceptivas. Os profissionais de saúde devem estar preparados para oferecer um atendimento que respeite e acolha toda a diversidade humana”, afirmou Valterney Morais.
Durante o evento, foram discutidas também estratégias para eliminar possíveis barreiras no acesso aos serviços de saúde, visando garantir que todas as pessoas recebam uma assistência de qualidade, livre de discriminação e preconceito. A capacitação reforça o compromisso da rede municipal de saúde em promover um atendimento inclusivo e humanizado, alinhado aos princípios dos direitos sexuais e reprodutivos de todos os cidadãos.
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