Ascensão de Adolf Hitler e do nazismo teve repercussões na política brasileira; Conheça os fatos da história 

Em 1933, Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha. Este evento marcou profundamente a trajetória política global, incluindo a do Brasil, influenciando decisões governamentais e ideologias emergentes.
O chanceler Hitler e o presidente Hindenburg, líderes da Alemanha, em 1933.

Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha, evento que desencadeou transformações políticas significativas em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. O impacto da ascensão de Hitler ao poder refletiu-se na política interna brasileira, moldando a ideologia e as ações do governo de Getúlio Vargas durante a década de 1930 e início dos anos 1940.

Após assumir o poder, Hitler rapidamente consolidou seu controle, estabelecendo um regime totalitário. A propaganda nazista e a repressão aos opositores tornaram-se características marcantes do governo de Hitler. A ideologia nazista, com seu nacionalismo extremo e militarismo, encontrou eco em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. No contexto brasileiro, a ascensão de Hitler influenciou a política interna, especialmente durante o Estado Novo de Vargas, regime que durou de 1937 a 1945.

Durante o Estado Novo, Getúlio Vargas adotou uma postura autoritária, suspendendo as liberdades civis e instaurando a censura. A similaridade entre as políticas de Vargas e as de regimes totalitários europeus, como o nazismo, tornou-se evidente. Vargas, no entanto, manteve uma relação ambígua com a Alemanha nazista. Enquanto o governo brasileiro adotava medidas de controle e repressão interna inspiradas em práticas europeias, a política externa de Vargas oscilava entre a proximidade com o Eixo e a eventual aliança com os Aliados na Segunda Guerra Mundial.

A influência de Hitler e do nazismo no Brasil também se refletiu na sociedade. Houve o surgimento de grupos e movimentos simpáticos às ideologias fascistas e nazistas, que pregavam valores nacionalistas e autoritários. Esses movimentos, embora nunca tenham alcançado o poder, contribuíram para a disseminação de ideologias extremistas e autoritárias no país. A Ação Integralista Brasileira (AIB), fundada em 1932 por Plínio Salgado, é um exemplo notável desse fenômeno. Inspirada pelo fascismo italiano e pelo nazismo, a AIB defendia a centralização do poder, o corporativismo e o nacionalismo.

A política de Vargas, apesar de autoritária, não adotou integralmente os preceitos nazistas. A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados representou um ponto de inflexão. A partir de 1942, com a declaração de guerra à Alemanha e à Itália, o governo brasileiro tomou medidas contra a influência nazista e fascista no país. A participação do Brasil no conflito, enviando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para combater na Europa, consolidou a posição do país ao lado das democracias ocidentais.

Durante a guerra, o Brasil passou por transformações econômicas e sociais significativas. A industrialização acelerada pelo esforço de guerra e a crescente urbanização moldaram a sociedade brasileira nas décadas seguintes. O governo Vargas, ao optar pela aliança com os Aliados, beneficiou-se de investimentos e apoio técnico dos Estados Unidos, contribuindo para o desenvolvimento de infraestrutura e da indústria nacional.

A queda de Hitler em 1945 e o fim da Segunda Guerra Mundial tiveram repercussões diretas na política brasileira. A derrota das potências do Eixo e a exposição dos horrores do regime nazista contribuíram para a deslegitimação de regimes autoritários e a promoção de reformas democráticas. No Brasil, o fim da guerra e a queda do Estado Novo de Vargas abriram caminho para a redemocratização, resultando na promulgação da Constituição de 1946 e na realização de eleições livres.

A influência de Hitler na política brasileira é um capítulo significativo da história do país, refletindo a complexidade das relações internacionais e das ideologias políticas no século XX. A ascensão e queda do nazismo deixaram lições duradouras sobre os perigos do autoritarismo e a importância da democracia. As políticas adotadas durante o Estado Novo, bem como a resposta do Brasil à ascensão e queda do nazismo, ilustram a interação entre ideologias globais e contextos locais, revelando as nuances das decisões políticas em tempos de crise.

Ascensão de Adolf Hitler e suas repercussões na política brasileira

Contexto Histórico

  • Data da Ascensão: 30 de janeiro de 1933
  • Nomeação: Adolf Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha.
  • Consolidação do Poder: Estabelecimento de um regime totalitário na Alemanha.

Impacto na Política Brasileira

  • Período: Década de 1930 e início dos anos 1940.
  • Liderança: Governo de Getúlio Vargas.
  • Regime: Estado Novo (1937-1945).

Políticas Internas

  • Medidas: Suspensão das liberdades civis, censura, repressão aos opositores.
  • Influências: Práticas de controle e repressão inspiradas em regimes europeus totalitários.
  • Relação com a Alemanha Nazista: Política externa ambígua, oscilando entre proximidade com o Eixo e aliança com os Aliados.

Movimentos e Ideologias

  • Ação Integralista Brasileira (AIB):
    • Fundação: 1932
    • Líder: Plínio Salgado
    • Inspirações: Fascismo italiano e nazismo
    • Ideologias: Centralização do poder, corporativismo, nacionalismo.

Participação na Segunda Guerra Mundial

  • Aliança: Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália em 1942.
  • Contribuição: Envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para combater na Europa.
  • Transformações: Industrialização acelerada, urbanização, investimentos e apoio técnico dos Estados Unidos.

Pós-Guerra e Redemocratização

  • Queda de Hitler: 1945
  • Fim da Guerra: Repercussões diretas na política brasileira.
  • Redemocratização: Promulgação da Constituição de 1946, realização de eleições livres.

Consequências Duradouras

  • Deslegitimação de Regimes Autoritários: Exposição dos horrores do nazismo.
  • Promoção de Reformas Democráticas: Rejeição do nazismo, fortalecimento da democracia.
  • Interação de Ideologias Globais e Contextos Locais: Complexidade das decisões políticas em tempos de crise.

*Com informações da Agência Senado.

Plínio Salgado e integrantes da Ação Integralista Brasileira (AIB) no Rio de Janeiro, em 1935: fascismo à brasileira.
Plínio Salgado e integrantes da Ação Integralista Brasileira (AIB) no Rio de Janeiro, em 1935: fascismo à brasileira.
Propaganda do Estado Novo: culto à figura do ditador é característica dos fascismos.
Propaganda do Estado Novo: culto à figura do ditador é característica dos fascismos.

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