O primeiro dia das competições de natação nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 foi marcado por destaque para a equipe brasileira, que conquistou três medalhas. A Arena La Défense, em Paris, recebeu um público significativo na quinta-feira (29/08/2024), que acompanhou de perto a estreia dos nadadores brasileiros.
Gabriel Araújo, conhecido como Gabrielzinho, assegurou a primeira medalha de ouro do Brasil na edição de 2024 dos Jogos Paralímpicos. O atleta de 22 anos, que compete na categoria S 2 (para limitações físico-motoras), venceu a prova dos 100 metros costas com um tempo de 1min53s67, superando o segundo colocado por sete segundos. Gabrielzinho, natural de Minas Gerais, expressou sua satisfação ao afirmar que se sente “em casa” na França e considerou a conquista um “momento para guardar para o resto da vida”. O nadador, que foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura, destacou que seu principal objetivo era transformar a prata em ouro, o que conseguiu com sucesso.
Gabriel nasceu com focomelia, uma anomalia congênita que afeta a formação de braços e pernas. Iniciou na natação por influência de um professor de educação física e, desde então, construiu uma carreira notável, incluindo a quebra de vários recordes. O nadador expressou seu desejo de que o esporte paralímpico ganhe mais visibilidade e reconhecimento.
Na prova dos 100 metros borboleta, Gabriel Bandeira, da categoria S 14 (para atletas com deficiência intelectual), obteve a medalha de bronze com um tempo de 55s08. O ouro foi conquistado pelo dinamarquês Alexander Hillhouse, que estabeleceu um novo recorde paralímpico com 54s61. O britânico William Hellard ficou com a prata. Gabriel Bandeira lamentou não ter conseguido manter seu título, mas afirmou que “recordes são feitos para serem quebrados”.
O primeiro brasileiro a competir na natação paralímpica foi Andrey Ribeiro Woyczak Madeira, de 20 anos, na prova dos 400 metros livre na categoria S 9 (para limitações físico-motoras). Andrey terminou a prova na oitava colocação e expressou satisfação por ter alcançado a final em sua primeira Paralimpíada.
José Ronaldo da Silva, competidor da categoria S 1 (para limitações físico-motoras), foi desclassificado na prova dos 100 metros costas. O atleta, que sofreu um acidente automobilístico em 2006 e ficou tetraplégico, afirmou não compreender a razão da desclassificação, mas se concentrará na prova dos 50 metros no sábado (3).
Mayara Petzold, na categoria S 6 (para limitações físico-motoras), ficou em quinto lugar nos 50 metros livre com um tempo de 35s60. Mayara, que começou na natação por recomendação médica, demonstrou satisfação com o resultado e promete surpresas nas próximas provas.
O atleta pernambucano Phelipe Andrews Melo Rodrigues conquistou a prata na prova de 50 metros livre na categoria S 10 (para limitações físico-motoras). Phelipe, que já possui oito medalhas em edições anteriores dos Jogos Paralímpicos, expressou sua felicidade por representar o Brasil e comentou sobre o retorno ao ambiente vibrante das competições paralímpicas.
Marina Ribeiro, da categoria S 9, terminou a final dos 50 metros livre na sétima colocação com o tempo de 21s81.
*Com informações da RFI.








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