Familiares de pessoas com deficiência, incluindo cadeirantes, realizaram um protesto em frente à prefeitura de Feira de Santana, nesta quarta-feira (28/08/2024), para denunciar a falta de acessibilidade e as dificuldades enfrentadas por pacientes com deficiência ao se deslocarem para atendimento médico em Salvador. A manifestação, que ocorreu uma semana após um protesto semelhante, tem como principal reivindicação a ausência de transporte adequado para atender às necessidades dessas pessoas.
De acordo com os manifestantes, os novos veículos adquiridos pela prefeitura não possuem adaptações adequadas para o transporte de cadeiras de rodas. Esse problema tem causado transtornos significativos, forçando os pacientes a deixarem seus equipamentos em casa e dificultando sua mobilidade ao chegarem à capital. Alguns participantes relataram à imprensa que já perderam consultas médicas devido à falta de transporte adequado e expressaram preocupação com a possibilidade de perderem um novo agendamento para o dia 9 de setembro.
Relatos dos Manifestantes
Durante o protesto, Giane Santos, mãe de um cadeirante, destacou as dificuldades enfrentadas pelos familiares.
“Muitas vezes, como já aconteceu comigo, a gente vai para hospitais e não tem cadeira de rodas, e se a gente tem possibilidade de levar nossos filhos, somos obrigadas a ficar com eles no colo e muitas vezes o dia todo naquela situação, dependendo do horário da consulta, porque se a consulta for à tarde, tem que ir no horário da manhã. É doloroso, então por esse motivo nós tiramos esse tempo para estar aqui pedindo ao prefeito, às autoridades que olhem por nós, porque se a gente vai para Salvador não é porque a gente gosta de passear. É necessidade da saúde dos nossos filhos”, afirmou.
Segunda Manifestação em Uma Semana
Este é o segundo protesto realizado por pessoas com deficiência em Feira de Santana em menos de uma semana. Na quinta-feira anterior (22), a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores foi utilizada por moradores para expressar insatisfação com a falta de acessibilidade nas ruas da cidade. As reclamações incluíram calçadas esburacadas, vias estreitas e com mato, obstáculos no meio das ruas e falta de sinalização, fatores que afetam cadeirantes, deficientes visuais, pessoas com mobilidade reduzida e idosos.
A ausência de um posicionamento oficial da prefeitura sobre o tema foi destacada pelos manifestantes, que cobram medidas concretas para melhorar as condições de acessibilidade no município.











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