O Escritório Local de Camamu foi oficialmente instalado em 23 de novembro de 1974, marcando o início da atuação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) na região. A equipe inicial era composta por um agrônomo, três técnicos agrícolas e um escriturário, que juntos deram início ao trabalho de Extensão Rural no município. O objetivo principal, naquela época, era fomentar a produção agrícola, com ênfase na formação de novas lavouras de cacau.
A iniciativa de expandir a produção de cacau proporcionou um grande impulso à agricultura local. Antes da intervenção da CEPLAC, a região de Camamu já contava com plantios de cacau, cravo, dendê, pimenta-do-reino, seringa e mandioca, ainda que em estágio inicial. A partir de 1974, esses cultivos passaram a receber suporte técnico especializado, o que resultou no fortalecimento da agricultura e no aumento da produtividade.
Em 1986, a equipe da CEPLAC em Camamu era responsável por garantir assistência técnica continuada aos agricultores locais. A instituição consolidou-se como um suporte fundamental para os produtores rurais, auxiliando no manejo das culturas e na implementação de práticas agrícolas mais eficientes.
Atualmente, a CEPLAC continua a atuar em Camamu, sob a liderança do técnicos agrícola Valmar Fernandes da Silva. A organização presta assistência a uma variedade de empresas que trabalham com diferentes tipos de cultivos, mantendo seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da agricultura na região. A CEPLAC desempenha um papel crucial na modernização das práticas agrícolas e na promoção de uma produção mais equilibrada e lucrativa para os agricultores de Camamu.
Quem fez parte da equipe da CEPLAC em Camamu
A equipe Ceplac em Camamu, ao longo dos anos, foi composta por profissionais de diversas áreas que desempenharam papéis essenciais no desenvolvimento agrícola da região. Entre os integrantes estavam Carlosvaldo Alves Borges, conhecido como “Chocho”, que atuava como motorista; Valmar Fernandes, técnico agrícola, na ativa; José Correia da Silva Filho, agrônomo; Rubens Santos, que desempenhava a função de escriturário; Helder Moreira Borges, agrônomo; e Eduardo Azevedo Araújo, também técnico agrícola.
Essa equipe esteve à frente de importantes iniciativas para o fomento da agricultura local, prestando assistência técnica e orientando os agricultores da região. Além dos membros registrados na fotografia, a equipe contava com outros profissionais cuja contribuição também foi significativa, como João Antônio Firmato de Almeida (Jafa), já falecido, e Antônio dos Anjos Santos, técnico agrícola. Também integravam o grupo Hamilton Moraes da Cruz, que trabalhava na revenda de materiais agrícolas, e Antônio Carlos Alves Sena, conhecido como “Amarelo”, que atuava como canoeiro.
Esses profissionais, cada um em sua área de atuação, contribuíram para a consolidação da CEPLAC como uma entidade de referência na promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura em Camamu. Seus esforços coletivos permitiram que a região alcançasse avanços significativos na produção agrícola, especialmente no cultivo de cacau e outras culturas.
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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, com área de concentração em Cultura, Desigualdades e Desenvolvimento, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e ex-aluno especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, sendo filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ – Registro nº 14.405), à Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ – Registro nº 4.518) e à Associação Bahiana de Imprensa (ABI-BA). É diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB). Integra a Maçonaria regular, exercendo o cargo de Mestre Instalado da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Maçônica ∴ Harmonia, Luz e Sigilo, nº 46.
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