Nesta quarta-feira (21/08/2024), a Comissão de Anistia concedeu anistia política ao jornalista e poeta Luis Artur Toribio, conhecido como Luis Turiba, e oficializou um pedido de desculpas do Estado, além de assegurar uma indenização. A decisão, tomada por unanimidade, foi baseada na documentação apresentada por Turiba, que comprovou sua perseguição política durante o período de outubro de 1970 a junho de 1987.
Luis Turiba, militante do movimento estudantil e ex-membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), enfrentou severas repercussões devido às suas atividades políticas. Ele foi impedido de concluir seus estudos na Escola Técnica Nacional Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), preso sob acusações de participação em “atividades subversivas” e submetido a torturas físicas e psicológicas nas instalações do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), órgão de repressão vinculado ao Exército.
Turiba foi julgado pela Justiça Militar e condenado a seis meses de prisão. Além disso, permaneceu sob vigilância do Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980, como relatado pela presidente da Comissão de Anistia, Enéa de Stutz e Almeida, durante a leitura do voto favorável ao pedido de anistia.
O jornalista e poeta expressou seu agradecimento pela decisão. “Acho que sou mais um que se sente justiçado. É um ciclo da vida que se fecha, dando-me a oportunidade de me orgulhar de tudo o que fiz”, afirmou Turiba. Ele destacou o impacto positivo do pedido de desculpas do Estado em sua luta pela democracia e pelo Estado de Direito.
Turiba também recitou um de seus poemas, “Tortura”, que, conforme Enéa, foi inspirado em sua experiência pessoal de tortura e reflete a dor compartilhada por muitas outras vítimas. O poema expressa o sofrimento e a resistência enfrentados durante o período de repressão.
*Com informações da Agência Brasil.








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