Na quinta-feira (15/08/2024), o número de mortos em Gaza superou 40 mil, conforme informou o Ministério da Saúde de Gaza. O órgão, que opera sob a administração do Hamas, relatou que 40 das mortes ocorreram nas últimas 24 horas, elevando o total de feridos para cerca de 92,4 mil. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, classificou o número de vítimas como “mais um motivo” para um cessar-fogo imediato.
Enquanto isso, os militares israelenses estimam que mais de 17 mil palestinos foram mortos desde o início do conflito, que começou após um ataque terrorista do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. O mês de agosto foi marcado pela morte do segundo comando do Hamas, Mohammed Deif, em um bombardeio israelense, e pelo ataque a uma escola em Gaza, que resultou em 90 mortes.
As negociações para um cessar-fogo começaram em Doha, Catar, envolvendo representantes dos Estados Unidos, Egito e Israel. Osama Hamdan, porta-voz do Hamas, declarou que o grupo não participou da reunião e que só aceitaria negociar com base em um plano de trégua proposto pelo presidente dos EUA, Joe Biden, no final de maio. Este plano de três fases inclui a libertação de reféns em troca de um cessar-fogo duradouro, a retirada das forças israelenses de Gaza e a libertação de palestinos detidos por Israel.
Apesar de um princípio de acordo, o Hamas rejeitou novas exigências de Israel, que incluem uma presença militar prolongada ao longo das fronteiras com o Egito e Gaza e a revista de palestinos retornando a suas casas. Até o momento, houve apenas uma trégua no conflito, em novembro, quando o Hamas libertou 105 reféns em troca de 240 prisioneiros palestinos.
*Com informações da DW.








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