Na manhã de sábado (17/08/2024), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de seu governo se reuniram com 35 integrantes da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na Granja do Torto, em Brasília. O encontro teve como objetivo discutir demandas do movimento, incluindo a facilitação do acesso ao crédito, regularização fundiária, estruturação de cadeias produtivas, educação na reforma agrária e incentivos para a produção de alimentos agroecológicos.
O MST apresentou uma série de reivindicações, e os representantes do Governo Federal expuseram programas e ações em andamento que se alinham aos interesses do movimento. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância do diálogo para acelerar a implementação de políticas públicas voltadas ao campo. Segundo Teixeira, a prioridade é garantir que a população brasileira tenha acesso a alimentos saudáveis e de qualidade, destacando que o MST é um parceiro essencial na produção agrícola nacional.
Durante a reunião, o presidente Lula determinou ao Banco do Brasil e ao Ministério da Fazenda que realizassem estudos para a criação de um programa específico, semelhante ao Desenrola, voltado para as questões do campo. Este programa incluiria recursos e créditos destinados à habitação e à compra de terras, em um esforço para ampliar o apoio à agricultura familiar e à regularização de assentamentos.
João Paulo Rodrigues, membro da direção nacional do MST, expressou satisfação com o resultado da reunião, ressaltando o compromisso do governo em realizar um novo encontro de trabalho dentro de 30 a 40 dias para responder às pautas apresentadas. Ceres Hadich, da coordenação nacional do MST, reforçou que o evento foi crucial para reafirmar o compromisso com a democracia e com a inclusão do direito à terra como prioridade nas políticas públicas.
Hadich também destacou a importância de reconhecer a reforma agrária como parte fundamental do processo democrático, enfatizando a necessidade de regularizar a situação das mais de 100 mil famílias acampadas em todo o país. Além disso, ela mencionou a importância do desenvolvimento humano integral nas comunidades atendidas pelo movimento, incluindo acesso a educação, saúde e infraestrutura.
O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que a conversa com o MST reflete o compromisso do governo de ouvir todas as camadas dos movimentos sociais, destacando a importância de manter um diálogo contínuo e colaborativo. Macêdo reiterou a intenção do governo de apoiar políticas que garantam autonomia e fortalecimento das comunidades rurais.
Durante a reunião, também foram discutidas as condições específicas do MST no Rio Grande do Sul, onde muitos assentamentos foram afetados por enchentes recentes. Ceres Hadich explicou que o movimento vê a catástrofe como parte de uma crise ambiental global e que é essencial buscar soluções que considerem a crise climática. O governo se comprometeu a acelerar o apoio a essas comunidades, garantindo que as cadeias produtivas e as agroindústrias locais possam se recuperar e continuar contribuindo para a produção de alimentos no estado.










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