A Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma) deu um passo significativo na consolidação de sua posição como referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) ao anunciar a criação do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Medicamentos (CPDIM). A proposta foi apresentada em um evento realizado no dia 16 de setembro de 2024, no Parque Tecnológico da Bahia, e o novo centro já conta com um financiamento de R$ 11,3 milhões.
O CPDIM será um espaço essencial para o desenvolvimento de novos medicamentos e servirá como plataforma multiusuário para pesquisadores de diversas instituições. A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a secretária de Saúde, Roberta Santana, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, André Joazeiro, e a presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, participaram do evento e destacaram a importância da iniciativa para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). O CEIS visa aumentar a produção nacional de medicamentos e insumos, contribuindo para a autonomia nacional e o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A Bahiafarma ficará responsável pela gestão técnica do CPDIM, que abrangerá três áreas prioritárias: o Laboratório de PD&I em Medicamentos Sintéticos, o Laboratório Analítico de Medicamentos e o Centro Avançado de Formação e Treinamento. A estimativa é que sejam necessários R$ 10 milhões para equipar adequadamente essas instalações.
Ceuci Nunes, presidente da Bahiafarma, afirmou que a instituição deve ir além da produção de medicamentos, integrando a linha produtiva com a produção científica das universidades. Ela ressaltou a importância de pesquisar a biodiversidade local e transformar esse conhecimento em produtos que beneficiem a população, valorizando o trabalho dos pesquisadores e abrindo novos mercados para a Bahia e o Nordeste.
O CPDIM já estabeleceu parcerias com instituições como Fiocruz Nacional e Fiocruz Bahia, Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Essas colaborações, formalizadas por meio de termos de cooperação técnica, são fundamentais para a pesquisa de moléculas terapêuticas oriundas da flora baiana. Entre os projetos em destaque estão estudos sobre o óleo de licuri, conhecido por suas propriedades cicatrizantes, e plantas como mulungu, aroeira, maracujá do mato e moringa.
Um projeto de destaque é o desenvolvimento de uma formulação pediátrica de hidroxiureia, em colaboração com a Faculdade de Farmácia da Ufba. Essa formulação visa melhorar a precisão na dosagem e a adesão ao tratamento da doença falciforme, que possui alta incidência na Bahia, especialmente entre a população negra. A secretária Roberta Santana enfatizou o impacto positivo dessa solução local para o tratamento da doença falciforme e seu papel no avanço da saúde pública estadual.
Outro projeto relevante é o desenvolvimento de um probiótico para o tratamento de neuropatia diabética, uma condição comum na Bahia e no Brasil, também em parceria com a Ufba e a UFRB. O secretário André Joazeiro destacou a vantagem econômica de desenvolver tecnologia localmente, utilizando insumos da biodiversidade baiana para criar fitoterápicos e cosméticos. Ele ressaltou que esses produtos não só têm potencial para atender ao SUS, mas também para competir no mercado nacional e internacional, agregando valor à indústria farmacêutica.
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