O coronel Antônio do Nascimento Lopes recebeu o título de Cidadão Feirense em uma sessão solene realizada na noite de terça-feira (24/09/2024), na Câmara Municipal de Feira de Santana. Durante a cerimônia, o coronel Lopes destacou a importância do reconhecimento, afirmando que “o título que hoje recebo pertence a cada um dos nossos guerreiros e guerreiras, verdadeiros heróis da vida real”. A sessão contou com a presença de diversas autoridades, tanto militares quanto civis. Entre os convidados da Mesa de Honra estavam o subcomandante geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Nilton César Machado Espíndola, o procurador de Justiça, Adriani Pazelli, e o arcebispo dom Zanoni Demettino Castro, além da esposa do homenageado, Mica Lopes. O plenário recebeu representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e de outras instituições.
Durante a sessão, um vídeo foi apresentado, onde diversas personalidades congratularam o coronel Lopes pela honraria recebida. Dentre os cumprimentos, destacaram-se as mensagens do comandante geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Paulo José Reis de Azevedo Coutinho, dos radialistas Aldo Matos e Manu Pilger, e de colegas de farda do coronel. A cerimônia também incluiu a execução do Hino Nacional e do Hino à Feira, seguindo a tradição das sessões solenes, além do Hino Força Invícta, oficial da Polícia Militar da Bahia. A apresentação musical foi destacada pela participação do soldado Elielmo no saxofone e da capitã do Val, que se apresentou com sua voz.
O coronel Lopes, nascido em Salvador e com raízes familiares no distrito quilombola de Acupe, em Santo Amaro, convidou sua esposa a acompanhá-lo na Tribuna Maria Quitéria durante seu discurso. Ele fez questão de mencionar a presença de seus pais, Antônio Carlos Souza Lopes, também policial militar, e Deusalina do Nascimento Lopes, costureira. Em um momento emotivo, o coronel expressou sua gratidão a seus pais pelo apoio e pelos esforços dedicados à sua educação e à de seus irmãos. O oficial recordou que seu pai, após longos dias de trabalho como taxista, sempre se sentava com os filhos para ajudá-los nas lições escolares, enfatizando a importância do estudo como uma forma de enfrentar as desigualdades sociais, especialmente para pessoas de “cor escura”.
Em seu discurso, o coronel Lopes compartilhou brevemente sua trajetória acadêmica e profissional. Ele completou o ensino médio no Colégio Goes Calmon e começou a trabalhar aos 15 anos em uma clínica, experiência que lhe ensinou a valorizar as pessoas ao seu redor e a buscar a excelência em suas ações. O coronel ingressou na Academia da Polícia Militar em março de 1989 e tornou-se aspirante a oficial dois anos depois. Ele relembrou um episódio significativo de sua carreira, ocorrido em 1992, quando, atuando no 4º Batalhão em Alagoinhas, enfrentou dificuldades ao combater a prática de “boca de urna” durante uma eleição. Sua posição contrária resultou em sua perseguição por um político influente da época, levando à sua transferência para Barreiras, uma cidade que era considerada distante e de difícil acesso para os policiais na época.
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