Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia, emitiu um alerta sério sobre a situação no Médio Oriente, declarando que a região está a caminhar para uma “guerra total”. Suas declarações foram feitas em Nova Iorque, após uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que discutiu a escalada de violência em Gaza e no Líbano. Borrell lamentou que nenhuma força internacional pareça ter a capacidade de conter as ações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo o diplomata europeu, Netanyahu está determinado a intensificar os esforços militares contra os militantes no Líbano e em Gaza, sugerindo que o conflito pode se prolongar.
Na mesma noite, Israel lançou uma série de ataques aéreos contra o quartel-general do Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute. O exército israelita informou que os ataques foram “precisos” e visaram diretamente as instalações da organização, frequentemente descritas como localizadas sob edifícios residenciais. Fontes locais relataram que pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, e a ação levantou uma densa nuvem de fumaça sobre a capital libanesa. O residente Jad Fayyad declarou que o ataque deixou claro que todos os cidadãos libaneses estão agora sob ameaça, sem distinção entre civis e militares.
Os meios de comunicação indicam que Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, poderia ser o alvo principal dos ataques israelitas, embora isso não tenha sido confirmado. Nasrallah, que raramente aparece em público e realiza discursos por vídeo de locais desconhecidos, tem sido uma figura central no cenário político-militar do Líbano. A embaixada do Irão em Beirute condenou os ataques, afirmando que representam uma “escalada grave” e que Israel enfrentará as consequências de suas ações.
Enquanto a tensão aumenta no terreno, o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, declarou em Nova Iorque que uma guerra mais ampla no Médio Oriente “não beneficiará ninguém”, sugerindo que Teerão não estaria interessado em aprofundar o conflito. No entanto, com o aumento das operações militares, Netanyahu interrompeu abruptamente sua visita aos Estados Unidos e retornou imediatamente a Israel, adiando o retorno inicialmente previsto para após o Sabbath.
O exército israelita continua a intensificar seus ataques no Líbano, com o porta-voz militar, contra-almirante Daniel Hagari, afirmando que o objetivo é eliminar a liderança do Hezbollah. Esta operação representa uma escalada sem precedentes nas ações militares de Israel, que deslocou milhares de tropas para a fronteira com o Líbano nos últimos dias. Netanyahu reforçou que os ataques continuarão até que todos os objetivos sejam atingidos, rejeitando as tentativas internacionais de promover um cessar-fogo.
O Hezbollah, por sua vez, tem realizado ataques quase diários contra Israel desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. O grupo afirma que cessará suas ofensivas apenas quando um cessar-fogo for estabelecido entre Israel e o Hamas. Fontes militares israelitas indicam que uma possível invasão terrestre no Líbano está sendo considerada, à medida que as tensões aumentam e os esforços diplomáticos não avançam.
Até o momento, o Ministério da Saúde libanês informou que os ataques israelitas desta semana resultaram em mais de 720 mortes, incluindo várias mulheres e crianças, elevando ainda mais as preocupações sobre o impacto humanitário do conflito.










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