Estudantes do Colégio Estadual Professor Magalhães Neto, localizados na cidade de Ruy Barbosa, na região da Chapada Diamantina, desenvolveram uma tintura agrícola inovadora baseada na planta Tagetes erecta, conhecida como cravo de defunto. O projeto surgiu em resposta aos danos causados por nematoides, vermes microscópicos que parasitam as raízes das plantas e causam prejuízos anuais de aproximadamente 35 bilhões de reais para a agricultura brasileira, conforme relatado pela Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN).
O projeto visa oferecer uma solução econômica e menos prejudicial à saúde para pequenos agricultores. A tintura é uma preparação líquida que resulta da extração de substâncias naturais presentes em plantas medicinais. Larissa Gonçalves, uma das estudantes envolvidas, explicou que a escolha do cravo de defunto se deu devido às suas propriedades repelentes e defensivas naturais.
“Descobrimos que a Tagetes seria a melhor opção devido à sua eficácia no combate a diversos agentes patogênicos e à facilidade de cultivo e disseminação da planta”, afirmou Gonçalves.
Para garantir a eficácia da tintura, o método de extração alcoólica foi utilizado. Este método é reconhecido por preservar os compostos ativos das plantas, resultando em extratos líquidos estáveis e eficazes.
“A extração alcoólica é amplamente empregada na fitoterapia para obter extratos vegetais líquidos, mantendo as propriedades medicinais das plantas”, explicou Gonçalves.
Embora o projeto ainda esteja em fase de desenvolvimento, as receitas de fabricação já contemplam a aplicação em folhas e flores. Gonçalves destaca a importância do processo de elaboração e a disseminação das técnicas para pequenos agricultores, visando promover a agricultura sustentável e reduzir o uso de agrotóxicos químicos, que podem ser prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
“Além de proteger as plantas, o projeto contribui para práticas agrícolas mais sustentáveis”, acrescentou.
O projeto é apoiado pelo Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação, com orientação da professora Raimunda de Sousa. Este programa visa incentivar a pesquisa científica nas escolas, promovendo soluções inovadoras para problemas locais.








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