Os governos dos Estados Unidos e da Espanha se manifestaram sobre as recentes prisões de cidadãos americanos e espanhóis na Venezuela, rejeitando categoricamente as acusações de envolvimento em um plano para desestabilizar o governo venezuelano. No sábado, 14 de setembro, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou a detenção de três americanos, dois espanhóis e um cidadão tcheco, acusados de estarem ligados a um suposto esquema de “ações violentas” com o objetivo de desestabilizar o país e promover atos de violência contra o governo de Nicolás Maduro.
Durante uma coletiva de imprensa, Cabello mencionou a apreensão de mais de 400 fuzis, supostamente vindos dos Estados Unidos, que seriam utilizados em atos terroristas. Ele afirmou que os detidos estavam confessando suas intenções de atacar o governo venezuelano e vincularam o plano a operações coordenadas por centros de inteligência da Espanha e dos Estados Unidos, além de lideranças opositoras, como María Corina Machado. Segundo o ministro, o chefe da operação seria um militar americano identificado como Wilbert Josep Castañeda, ao lado de outros dois americanos, Estrella David e Aaron Barren Logan. Entre os detidos espanhóis, estão José María Basua e Andrés Martínez Adasme, ambos capturados em Puerto Ayacucho.
Em resposta, o governo espanhol, no domingo, 15 de setembro, negou as alegações feitas por Caracas. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Espanha afirmou que os dois espanhóis detidos não têm qualquer ligação com a agência de inteligência espanhola (CNI) ou qualquer outra organização estatal. Madri reiterou sua defesa por uma solução pacífica e democrática para a crise venezuelana, refutando categoricamente as acusações de participação em qualquer tipo de conspiração contra o governo de Maduro.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos também se manifestou, classificando as alegações da Venezuela como “categoricamente falsas”. Um porta-voz confirmou a prisão de um militar americano, mas destacou que não há confirmação oficial sobre a detenção de outros cidadãos americanos, embora houvesse relatos não confirmados sobre dois americanos capturados na Venezuela.
*Com informações da RFI.








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