Neste sábado (07/09/2024), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderou uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de figuras políticas e religiosas como o pastor Silas Malafaia e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro. O evento foi marcado por críticas contundentes ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e pela defesa da anistia dos presos pelos atos violentos de 8 de janeiro de 2023. Durante seu discurso, Bolsonaro voltou a questionar, sem apresentar provas, o resultado das eleições de 2022, nas quais foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, além de criticar as investigações conduzidas pelo STF.
O principal alvo das críticas de Bolsonaro foi o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de atuar de forma arbitrária nos inquéritos e nos processos relacionados à eleição de 2022. Bolsonaro solicitou que o Senado Federal adotasse medidas mais duras contra Moraes, defendendo inclusive seu impeachment. Em suas falas, ele reforçou a necessidade de impor limites às ações do STF, referindo-se à Corte como uma instituição que estaria extrapolando os poderes constitucionais.
A manifestação foi organizada pelo pastor Silas Malafaia, aliado próximo de Bolsonaro, e contou com um forte esquema de segurança. Embora tenha reunido uma multidão na Avenida Paulista, o público presente foi menor do que em eventos anteriores de apoio ao ex-presidente, como os realizados em 2023. O evento também teve a presença de diversos parlamentares, incluindo Bia Kicis, Nikolas Ferreira e Magno Malta, que ecoaram as críticas ao STF e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Além das críticas direcionadas ao Supremo, o deputado Eduardo Bolsonaro, em sua fala, puxou o coro de “Fora Xandão”, em referência ao ministro Moraes, e reiterou o pedido de anistia para os presos pelos atos do 8 de janeiro de 2023. A data marcou a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília, ações que levaram à prisão de diversos manifestantes. Eduardo também manifestou apoio ao empresário Elon Musk, proprietário da rede social X (antigo Twitter), criticando a suspensão da plataforma no Brasil, determinada pelo STF após a empresa descumprir ordens judiciais.
Faixas e cartazes em apoio a Elon Musk e críticas ao STF foram amplamente exibidos pelos participantes do ato, refletindo a insatisfação de parte dos manifestantes com as decisões recentes da Corte. Eduardo Bolsonaro, vestido com uma camisa estampada com o logotipo do X, reforçou a aliança ideológica entre seu grupo e o bilionário norte-americano, que, em ocasiões anteriores, expressou simpatia por posições de liberdade de expressão defendidas pelo ex-presidente.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve presente no ato, mas optou por evitar qualquer menção direta ao ministro Alexandre de Moraes em seu discurso. No entanto, ele expressou apoio à ideia de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Já o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), compareceu ao evento, mas sua presença não foi anunciada publicamente.
Vale destacar que Bolsonaro passou por um mal-estar antes do ato e foi atendido no Hospital Albert Einstein. Mesmo assim, decidiu participar da manifestação, o que gerou apreensão entre seus assessores e apoiadores.











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