Na quarta-feira (04/09/2024), a presidente de Honduras, Xiomara Castro, acusou a existência de um plano para destruir seu governo e interferir no próximo processo eleitoral previsto para 2025. A denúncia ocorre em meio a uma crise diplomática com a embaixada dos Estados Unidos e acusações de envolvimento com o narcotráfico.
Em um comunicado publicado em suas redes sociais, Castro afirmou que as ameaças da embaixadora dos Estados Unidos, Laura F. Dogu, que acusou o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas e o ex-ministro da Defesa de envolvimento com narcotraficantes, evidenciam um risco à paz e segurança interna do país. Ela alegou que forças internas e externas, semelhantes às que estiveram envolvidas no golpe de Estado de 2009, estão se reorganizando para executar um novo golpe. Castro atribuiu a isso a cumplicidade da mídia corporativa nacional e internacional.
A crise se agravou após a crítica da embaixadora dos Estados Unidos sobre uma reunião entre autoridades hondurenhas e venezuelanas, o que levou Honduras a suspender um tratado de extradição com os EUA. Este tratado foi crucial para a extradição do ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão por um tribunal em Nova York em junho deste ano por tráfico de drogas.
Na mesma data, Gabriela Castellanos, diretora do Conselho Nacional Anticorrupção de Honduras, publicou uma carta pública pedindo a renúncia de Xiomara Castro, vinculando membros do círculo familiar da presidente ao narcotráfico. Contudo, a carta não apresentou provas concretas das alegações.
O ex-presidente Manuel Zelaya, esposo de Xiomara Castro e deposto em 2009, repudiou as acusações contra ele, afirmando que nunca esteve envolvido com o narcotráfico. Carlos Zelaya, parlamentar e cunhado da presidente, também foi implicado, admitindo ter se reunido com supostos narcotraficantes em 2013, mas negou saber que eram traficantes de drogas. Recentemente, um vídeo de Carlos Zelaya em reunião com supostos narcotraficantes foi divulgado pelo site estadunidense InSight Crime, exacerbando a crise no país.
Xiomara Castro associou as atuais acusações com o golpe de 2009, quando seu marido, Manuel Zelaya, foi deposto e se exilou na embaixada brasileira. Na época, Zelaya tinha relações estreitas com governos considerados hostis pelos EUA, como Venezuela e Cuba, e havia convocado uma Assembleia Constituinte para reescrever a Constituição, o que levou à sua deposição pelas Forças Armadas.
*Com informações da Agência Brasil.
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