Inflação na Zona Euro atinge o nível mais baixo em três anos, enquanto BCE avalia possíveis cortes nas taxas de juros

A inflação anual na Zona Euro cai para 2,2% em agosto de 2024, mas a inflação subjacente permanece elevada devido aos custos persistentes dos serviços.
A inflação anual na Zona Euro cai para 2,2% em agosto de 2024, mas a inflação subjacente permanece elevada devido aos custos persistentes dos serviços.

A inflação anual na Zona Euro atingiu 2,2% em agosto de 2024, marcando o nível mais baixo dos últimos três anos. Este declínio intensificou as discussões sobre a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) considerar cortes nas taxas de juros em um futuro próximo. Os dados preliminares divulgados pelo Eurostat mostram que o índice harmonizado de preços no consumidor registrou uma desaceleração significativa em comparação com os 2,6% observados em julho de 2024. A queda foi impulsionada principalmente pela redução de 3% nos preços da energia e por efeitos de base favoráveis.

Inflação Subjacente e Pressões nos Serviços

Apesar da queda na inflação global, a inflação subjacente, que exclui componentes voláteis como energia e alimentos, diminuiu apenas marginalmente de 2,9% para 2,8% em termos anuais. Em uma base mensal, a inflação subjacente registrou um aumento de 0,3%, impulsionado principalmente pelo aumento dos preços dos serviços. O setor de serviços, que representa cerca de 45% do índice harmonizado da Zona Euro, viu um aumento anual de 4,2% em agosto, em comparação com 4% no mês anterior, e um crescimento mensal de 0,4%.

Declarações do BCE e Perspectivas Econômicas

Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do BCE, alertou para a necessidade de cautela na condução da política monetária, destacando que o nível atual de inflação global pode subestimar os desafios enfrentados pela política monetária. Schnabel enfatizou que a inflação interna permanece alta, especialmente devido às pressões persistentes sobre os preços no setor de serviços, onde a desinflação estagnou desde novembro do ano passado.

Desempenho dos Estados-Membros da Zona Euro

Entre os Estados-Membros da Zona Euro, a Alemanha desempenhou um papel significativo na desaceleração da inflação regional em agosto. O índice harmonizado de preços no consumidor na Alemanha caiu para 2%, abaixo das previsões de 2,3%. Além disso, o país registrou deflação em uma base mensal, com uma queda de 0,2% nos preços, impulsionada pela redução acentuada nos custos de energia. Outros países, como Lituânia, Finlândia, Letônia, Itália, Áustria e Portugal, também registraram inflação negativa em agosto. Em contraste, a Bélgica apresentou um aumento notável na inflação, com um crescimento mensal de 1,6%, o maior desde fevereiro de 2024, resultando em uma inflação anual de 4,5%.

Reações do Mercado Financeiro

O euro permaneceu estável em relação ao dólar após a divulgação dos dados de inflação, sustentado pela persistente inflação no setor de serviços. Às 11h15 (horário da Europa Central), a moeda única era negociada a 1,1080 USD. As taxas de rendimento das obrigações soberanas de 10 anos permaneceram praticamente inalteradas na Alemanha, enquanto caíram ligeiramente em 3 pontos base na França, Itália e Espanha. As ações europeias continuaram a subir, com o Euro Stoxx 50 ganhando 0,6%, marcando a quarta semana consecutiva de ganhos. Empresas como Adidas, LVMH e Amadeus IT tiveram desempenho positivo, contribuindo para o crescimento dos índices.


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