Novo chefe militar da União Europeia propõe estoques obrigatórios de munições para aumentar a capacidade de defesa

Novo comissário de Defesa da União Europeia, Andrius Kubilius, discute a necessidade de aumentar os estoques de munições no bloco.
Novo comissário de Defesa da União Europeia, Andrius Kubilius, discute a necessidade de aumentar os estoques de munições no bloco.

O novo comissário de Defesa da União Europeia, Andrius Kubilius, defendeu a implementação de estoques obrigatórios de munições e outros suprimentos pelos Estados-membros. Segundo Kubilius, essa estratégia seria fundamental para fortalecer a indústria de defesa do bloco e prepará-la para possíveis conflitos, especialmente em relação a ameaças percebidas da Rússia e da China. O comissário destacou que a União deve se preparar para um potencial ataque russo nos próximos anos e comparou a proposta a acordos existentes relacionados ao gás natural, onde os países são obrigados a manter reservas que podem ser compartilhadas em situações de emergência.

Kubilius questionou a ausência de critérios específicos para a segurança militar, sugerindo que os Estados-membros adotem requisitos mínimos para o armazenamento de munições, como projéteis de artilharia e explosivos. Ele argumentou que a criação de uma demanda estável para a produção de armamentos seria benéfica, já que a indústria de defesa enfrenta dificuldades devido à falta de pedidos constantes. A Finlândia, por exemplo, é mencionada como um dos poucos países da UE com reservas significativas de armamento, enquanto a Alemanha enfrentou relatos de que suas forças armadas poderiam ficar sem munição em poucos dias de combate.

Em março, a União Europeia destinou € 500 milhões sob a Lei de Apoio à Produção de Munição, visando aumentar a capacidade de produção para dois milhões de projéteis anualmente até 2025. Kubilius considerou essa meta um avanço em relação ao limite de 300 mil projéteis anuais em 2022, mas expressou preocupação de que a UE ainda esteja atrás das capacidades militares da Rússia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou que o bloco necessita investir € 500 bilhões para compensar o déficit nos gastos com defesa desde o fim da Guerra Fria, na década de 1990. Von der Leyen deu a Kubilius um prazo de 100 dias para elaborar um documento estratégico sobre defesa, que incluirá planos para um sistema de defesa aérea europeu e uma defesa cibernética, ambos com custos estimados em centenas de bilhões de euros. Kubilius sugeriu que os Estados-membros deveriam considerar empréstimos conjuntos para financiar essas iniciativas, embora essa proposta enfrente resistência de países como Alemanha e Países Baixos.

Além disso, Kubilius afirmou que a indústria de defesa da UE deve considerar a inclusão do Reino Unido, que deixou o bloco, no esforço conjunto, destacando a necessidade de uma unidade entre os países democráticos da Europa. Ele expressou preocupação com a percepção de fraqueza no Ocidente, especialmente em comparação com o poder econômico da Rússia e da China, e destacou que a diferença não reside na capacidade de gastos, mas na vontade política para agir.

*Com informações da Sputnik News.

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