A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou grave preocupação com os casos de tortura sexual relatados entre prisioneiros palestinos nos territórios ocupados por Israel. Na segunda-feira (09/09/2024), o Comissário para os Direitos Humanos convocou a comunidade internacional a adotar medidas contra o que descreveu como um “flagrante desrespeito” às normas do direito internacional. Simultaneamente, a Representante Especial da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten, expressou profunda inquietação com os relatos de violência sexual, incluindo estupro, sofridos pelos detentos palestinos.
Patten destacou que a situação se deteriorou significativamente desde os ataques de 7 de outubro, com a condição de detenção de homens, mulheres e crianças palestinos piorando substancialmente. Em sua declaração, Patten referiu-se a uma série de abusos descritos em diversos relatórios, que indicam práticas semelhantes a tortura sexual. Relatos de prisioneiros libertados incluem revistas íntimas humilhantes e repetidas, espancamentos, eletrocussão em órgãos genitais e ânus, bem como toques inadequados e filmagens de detentos nus em posições degradantes.
Os abusos descritos guardam semelhança com os escândalos de Abu Ghraib, no Iraque, e de Guantánamo, que suscitaram polêmicas semelhantes há duas décadas. Em um incidente recente, um prisioneiro palestino foi hospitalizado após um episódio de estupro em julho, levando a polícia israelense a prometer uma investigação. Contudo, a ONU expressou receio de que haja interferência política no processo judicial em curso e solicitou a provisão de apoio médico e psicológico para os sobreviventes de agressões sexuais.
Desde 7 de outubro, organizações não governamentais (ONGs) têm enfrentado restrições severas quanto à visitação dos presos palestinos e não têm recebido atualizações sobre a situação por parte do governo israelense, o que agrava a preocupação internacional.
*Com informações da RFI.
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