Nesta quinta-feira (12/09/2024), a Polícia Federal (PF) indiciou o deputado federal André Janones (Avante-MG) no âmbito de um inquérito que investiga um suposto esquema de “rachadinha”, onde funcionários de seu gabinete seriam forçados a devolver parte de seus salários. A investigação levantou suspeitas sobre a prática, que é caracterizada por obrigar assessores a repassar uma porcentagem de seus vencimentos para o parlamentar ou para sua campanha eleitoral.
O relatório final do inquérito foi enviado ao ministro Luiz Fux, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Janones, dois ex-assessores do deputado também foram indiciados pelos crimes de peculato, associação criminosa e corrupção passiva.
A investigação foi iniciada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar a abertura do inquérito em dezembro de 2023. A solicitação surgiu com base em reportagens e notícias-crime protocoladas na PGR por políticos da oposição, que alegaram que Janones teria enviado mensagens de áudio pelo WhatsApp a ex-assessores, solicitando que devolvessem parte dos salários para apoiar suas campanhas eleitorais. Segundo as informações, essas práticas teriam começado em 2019.
O relatório da PF indica que, durante os anos de 2019 e 2020, houve uma variação significativa no patrimônio de Janones, com valores a descoberto de R$ 64,4 mil e R$ 86,1 mil, respectivamente. A PF afirmou que esses dados, juntamente com outros elementos coletados durante a investigação, corroboram a alegação de que o esquema de “rachadinha” teria ocorrido no gabinete do deputado.
A Agência Brasil entrou em contato com o gabinete do deputado André Janones para obter um posicionamento oficial sobre as acusações, mas até o momento não recebeu resposta. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação do parlamentar sobre o assunto.
*Com informações da Agência Brasil.
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