A 45ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana (Expofeira), que começou neste domingo (01/09/2024) e se estende até o dia 8 de setembro, marca a retomada de um dos eventos mais significativos do calendário agropecuário do Brasil. Criadores de bovinos, equinos, caprinos e ovinos de várias regiões do país participam desta edição, que se consolidou como uma plataforma essencial para leilões de animais de alta qualidade genética, julgamentos especializados e promoção de networking e negócios entre os principais atores do setor.
O evento anual é reconhecido como uma vitrine para inovações e práticas sustentáveis no agronegócio, atraindo produtores, pesquisadores e investidores interessados em acompanhar as tendências e avanços do setor. Em entrevista ao Jornal Grande Bahia, o médico veterinário e produtor rural Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), destacou a importância da retomada da Expofeira e comentou as principais pautas do agronegócio no estado.
Expofeira como referência
Humberto Miranda ressaltou que a Expofeira sempre foi uma referência não apenas para a Bahia, mas também para o Brasil. Após um longo período de interrupção, o retorno do evento foi celebrado pela comunidade agropecuária.
“A presença do público, a participação de técnicos de todo o Brasil, e o foco na disseminação de conhecimento e tecnologia são motivos de grande alegria para todos nós”, afirmou.
Miranda destacou ainda a relevância do evento para a equinocultura, um setor forte na região de Feira de Santana. Segundo ele, a presença da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na Expofeira, com um estande de mil metros quadrados, demonstra a importância nacional do evento.
“Estamos mostrando tudo o que é feito pelo setor agropecuário, não apenas na Bahia, mas em todo o Brasil”, afirmou o presidente da FAEB, sublinhando o papel do presidente da CNA, João Martins, que é natural de Feira de Santana.
Desafios do Agronegócio na Bahia
Sobre as demandas da FAEB e o diagnóstico do agronegócio na Bahia, Miranda apontou a necessidade de aprimorar a assistência técnica e a extensão rural como um dos maiores desafios. Ele destacou que a Bahia possui mais de 700 mil produtores rurais, sendo a maioria de pequenos produtores que carecem de apoio técnico para desenvolver suas atividades de forma sustentável.
“É essencial que esses produtores recebam orientação para melhorar sua produção e produtividade, garantindo a sustentabilidade de seus negócios”, enfatizou.
Outro desafio mencionado por Miranda é a segurança jurídica no campo. Ele ressaltou a necessidade de resolver questões que geram insegurança, como as disputas envolvendo terras indígenas e quilombolas, para garantir a paz e o desenvolvimento equitativo de todos os envolvidos.
“Defendemos o diálogo entre os poderes constituídos e as políticas públicas para apoiar o produtor rural, independentemente de seu porte, permitindo que ele viva e produza com tranquilidade no campo”, concluiu.

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