O ex-candidato presidencial Robert Kennedy Jr. e Donald Trump Jr., filho do ex-presidente dos EUA, apelaram para que a administração Biden inicie negociações diretas com o Kremlin para resolver o conflito na Ucrânia. Em um artigo publicado no jornal The Hill, os autores argumentam que a aprovação de uma autorização pelo governo dos EUA para que a Ucrânia realize ataques de longo alcance dentro do território russo aumentaria significativamente o risco de um confronto nuclear, semelhante à Crise dos Mísseis de 1962.
Kennedy Jr. e Trump Jr. alertam que a atual abordagem militarista do governo dos EUA poderia desencadear uma escalada perigosa, sugerindo que a vice-presidente Kamala Harris e o presidente Joe Biden deveriam reconsiderar suas estratégias e buscar uma resolução diplomática imediata com Moscou. O artigo critica a retórica agressiva em Washington e o nível elevado de militarismo, destacando que a vice-presidente Harris, em debates, fez referências a uma potencial invasão russa na Europa, algo que os autores consideram desproporcionado.
O texto também menciona que, apesar das promessas de Donald Trump de resolver o conflito, o retorno dele à presidência poderia ocorrer tardiamente para alterar o curso da situação. De acordo com a reportagem, há uma expectativa de que uma janela para negociações sobre a Ucrânia possa surgir entre as eleições presidenciais dos EUA e a posse do novo presidente.
Além disso, a reportagem observa que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pretende avançar na adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e busca assegurar acordos de segurança para garantir o fornecimento contínuo de armas avançadas. A administração Biden deve considerar essas questões ao avaliar a viabilidade de um acordo negociado para o conflito.
Em relação às declarações recentes do presidente russo Vladimir Putin, ele afirmou que um cessar-fogo na Ucrânia seria inviável sem compromissos substanciais do “lado oposto” e que não permitiria que a Ucrânia aproveitasse um cessar-fogo para reforçar suas posições. Putin também indicou que, embora a Rússia não se opusesse a negociações, qualquer acordo teria que se basear nos entendimentos estabelecidos em Istambul em 2022.
*Com informações da Sputnik News.
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