Durante uma reunião com os trabalhadores realizada em 4 de setembro de 2024, a Volkswagen informou que a empresa dispõe de um prazo de um a dois anos para recuperar sua estabilidade financeira. A reunião ocorreu após o anúncio de medidas drásticas destinadas a reduzir os gastos da companhia, incluindo a possibilidade de fechamento de fábricas.
A Volkswagen, uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo, está considerando pela primeira vez em seus 87 anos de história o fechamento de unidades na Alemanha. O Conselho dos Trabalhadores foi informado sobre o estudo para o fechamento de pelo menos uma fábrica de veículos maiores e uma fábrica de componentes, com o objetivo de cortar bilhões em despesas.
O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, destacou que a indústria automobilística europeia enfrenta um cenário desafiador e que o fechamento de unidades e demissões não estão descartados como medidas necessárias. Blume e outros executivos enfrentaram a insatisfação dos cerca de 25 mil trabalhadores presentes na reunião em Wolfsburg, que manifestaram seu descontentamento com a situação.
O chefe de finanças da Volkswagen, Arno Antlitz, atribuiu a crise à significativa queda na demanda, que resultou em uma redução de cerca de 500 mil veículos desde a pandemia de covid-19. Ele enfatizou a necessidade de adaptação para priorizar a produção de veículos elétricos, o que implica na realização de cortes de gastos.
O mercado automobilístico europeu, afetado por altos custos de trabalho e energia, e pela crescente competição de marcas asiáticas de baixo custo, enfrenta dificuldades adicionais. A Volkswagen, que também possui as marcas Audi, Seat e Skoda, não é a única grande montadora a enfrentar esses desafios. Outras empresas do setor, como Stellantis e Renault, enfrentam situações semelhantes.
A chefe do Conselho dos Trabalhadores, Daniela Cavallo, criticou severamente a administração da empresa, comparando a ameaça de fechamento de fábricas a uma “declaração de falência”. Cavallo acusou Blume de priorizar um acordo com a empresa de software americana Rivian em detrimento da proteção dos empregos na Alemanha. O sindicato dos metalúrgicos IG Metall já considera a possibilidade de greves e não planeja retirar suas exigências de aumento salarial.
O governo alemão, liderado pelo chanceler Olaf Scholz, tem tratado a situação da Volkswagen como uma prioridade. Scholz e o ministro do Trabalho, Hubertus Heil, estão envolvidos em discussões para apoiar a indústria automobilística, incluindo acordos para reduzir impostos e aumentar a demanda por veículos elétricos. A Volkswagen também anunciou a intenção de encerrar um acordo histórico com trabalhadores que garante a segurança do emprego nas suas seis fábricas, como parte de uma estratégia para reduzir os gastos em até 10 bilhões de euros. Os executivos da empresa visam uma margem de lucro de 6,5% com a marca VW até 2026, significativamente acima dos 2,3% obtidos no primeiro semestre de 2024.
*Com informações da DW.
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