De acordo com dados divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), o rebanho bovino do estado alcançou neste mês de outubro de 2024 a marca de 13.180.904 cabeças, estabelecendo a Bahia como o sétimo maior produtor de bovinos do Brasil e o líder absoluto na região Nordeste. O levantamento foi realizado durante a última campanha de vacinação, que ocorreu em abril deste ano, e detalha a distribuição do rebanho entre os territórios de identidade do estado, destacando os três mais produtivos.
A Bacia do Rio Grande, situada na região Oeste da Bahia, apresenta o maior número de bovinos, com 1.294.905 cabeças. Em seguida, destaca-se o Extremo Sul, com 1.109.709 bovinos, e o Médio Sudoeste da Bahia, que conta com 1.084.478 cabeças. Dentro da Bacia do Rio Grande, os municípios de Santa Rita de Cassia, Wanderley e Cotegipe têm os rebanhos mais expressivos. No Extremo Sul, os municípios de Itamaraju, Itanhém e Medeiros Neto são os principais destaques, enquanto no Médio Sudoeste, Itarantim, Itambé e Itapetinga figuram como áreas de grande concentração de gado.
A Adab, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), desempenha um papel fundamental nesse cenário ao garantir a sanidade do rebanho e a qualidade dos produtos de origem animal. A agência tem intensificado ações de fiscalização e orientação técnica, o que contribui para a melhoria dos índices produtivos e sanitários dos rebanhos.
O diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, destaca que o crescimento do rebanho bovino é resultado do trabalho conjunto entre o governo, por meio da Seagri e Adab, e os produtores, que atuam em prol da sanidade e da qualidade dos rebanhos. A disponibilidade de grãos na região Oeste, juntamente com práticas de manejo adequadas em todo o estado, impulsionam a produção e consolidam a Bahia como líder na pecuária do Nordeste. Esse crescimento fortalece a economia local e posiciona o estado como um importante player no mercado nacional e internacional.
A elevação no número do rebanho é um indicador positivo para a economia baiana, especialmente em um momento em que a cadeia produtiva da carne bovina busca consolidar sua competitividade. O aumento do rebanho nos últimos anos resulta em maiores volumes de carne produzida, proporcionando, consequentemente, um aumento da carcaça para os pecuaristas e a geração de divisas para o estado.
A liderança da Bahia na produção de gado é reforçada pela eficiência na gestão dos produtores e pelas explorações pecuárias, com médias de bovinos por exploração variando significativamente entre os territórios. Essa variação reflete tanto o porte das propriedades quanto a especialização em diferentes tipos de produção.
Em 2024, a Bahia conquistou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), resultado de anos de trabalho e investimentos em sanidade animal. Essa certificação simplifica os processos produtivos, reduz custos e abre portas para novos mercados, consolidando a Bahia como referência na produção de carne bovina de alta qualidade, fruto do esforço conjunto de produtores e órgãos governamentais.











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