A partir de 1º de novembro de 2024, novas medidas de segurança para o uso do Pix entram em vigor, conforme anunciou o Banco Central. Entre as mudanças, está a imposição de um limite de R$ 200 para transações realizadas em novos dispositivos, como celulares e computadores. Além disso, as transferências via Pix nesses aparelhos estarão restritas a R$ 1 mil por dia até que os dispositivos sejam formalmente cadastrados nos sistemas dos bancos. As mudanças visam reduzir a possibilidade de fraudes, especialmente aquelas envolvendo o uso de dispositivos não reconhecidos pelo cliente.
O Banco Central justificou as alterações como parte de uma estratégia para fortalecer a proteção do usuário e inibir práticas fraudulentas. A entidade esclareceu que, ao limitar os valores para novos dispositivos, espera dificultar a ação de fraudadores que possam tentar utilizar aparelhos diferentes daqueles comumente utilizados pelos clientes para gerenciar suas chaves e realizar transações. Para desbloquear o limite diário e ampliar o valor das transações, será necessário que os novos dispositivos sejam devidamente cadastrados junto aos bancos.
Orientações e medidas de segurança para instituições financeiras
Além das limitações impostas, o Banco Central também divulgou diretrizes para os bancos que operam o Pix, com foco na prevenção de fraudes. As instituições financeiras deverão adotar soluções de gerenciamento de risco que contemplem informações armazenadas no sistema do Banco Central e sejam capazes de identificar transações atípicas ou incompatíveis com o perfil dos usuários. Os bancos também terão que informar os clientes, por meio de canais de acesso eletrônico, sobre práticas recomendadas para evitar fraudes nas transações com o Pix.
A evolução do Pix no Brasil
Desde a sua criação, em novembro de 2020, o Pix tornou-se um meio de pagamento amplamente utilizado no país. Em 6 de setembro deste ano, a plataforma registrou um recorde, com 227,4 milhões de transações realizadas em um único dia, movimentando mais de R$ 118 bilhões. Até agosto de 2024, o sistema já contabilizava mais de 168 milhões de usuários cadastrados, sendo 153 milhões de pessoas físicas e 15 milhões de pessoas jurídicas.
Especialistas apontam que, apesar dos desafios, o Pix se consolidou como um método central para pagamentos no Brasil, destacando-se pela agilidade e simplicidade de uso. O advogado Luiz Felipe Attié, especialista em meios de pagamento, ressaltou a importância das mudanças introduzidas pelo Banco Central. Segundo ele, a busca constante por aprimoramento dos mecanismos de segurança é essencial para aumentar a confiança dos usuários na ferramenta e garantir a integridade das transações.










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