Eleições 2024: Prefeitos são reeleitos em primeiro turno nas capitais brasileiras

Outras 15 capitais decidirão seus prefeitos em segundo turno, previsto para o dia 27 de outubro.
Outras 15 capitais decidirão seus prefeitos em segundo turno, previsto para o dia 27 de outubro.

As eleições municipais de 2024, uma das maiores do mundo, foram realizadas neste domingo, 6 de outubro, com a participação de mais de 137 milhões de eleitores. De acordo com o balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pleito ocorreu sem grandes ocorrências e apresentou uma taxa de abstenção de 21,96%. Os votos em branco somaram 2,91% e os votos nulos 4,33% do total.

No primeiro turno, 11 prefeitos foram reeleitos em capitais, destacando-se cidades como Rio de Janeiro e Vitória. Em 15 outras capitais, a decisão sobre os novos prefeitos ocorrerá em segundo turno, marcado para o dia 27 de outubro. Eduardo Paes (PSD) conquistou a reeleição no Rio de Janeiro, garantindo seu quarto mandato e consolidando-se como o prefeito com mais tempo à frente da cidade. Outras capitais que também definiram seus prefeitos no primeiro turno foram Salvador, Recife, Vitória, São Luís e Florianópolis.

Entre os prefeitos reeleitos estão João Campos (PSB) em Recife, Bruno Reis (União Brasil) em Salvador, e JHC (PL) em Maceió. No Norte do país, Arthur Henrique (MDB) foi reeleito em Boa Vista, Tião Bocalom (PL) em Rio Branco e Dr. Furlan (MDB) em Macapá. As eleições em outras capitais do Nordeste, como Teresina e São Luís, também resultaram em reeleições.

A lista dos prefeitos reeleitos em primeiro turno inclui:

  • Boa Vista (RR): Arthur Henrique (MDB)
  • Florianópolis (SC): Topázio Neto (PSD)
  • Macapá (AP): Dr. Furlan (MDB)
  • Maceió (AL): JHC (PL)
  • Recife (PE): João Campos (PSB)
  • Rio Branco (AC): Tião Bocalom (PL)
  • Rio de Janeiro (RJ): Eduardo Paes (PSD)
  • Salvador (BA): Bruno Reis (União Brasil)
  • São Luís (MA): Eduardo Braide (PSD)
  • Teresina (PI): Silvio Mendes (União Brasil)
  • Vitória (ES): Lorenzo Pazolini (Republicanos)

Na análise do cientista político Leandro Gabiati, a quantidade de reeleições em capitais reflete a avaliação do trabalho dos prefeitos por parte do eleitorado. Segundo ele, a decisão dos eleitores em reeleger prefeitos está mais ligada à gestão do que à filiação partidária. “O que o cidadão eleitor avalia é a gestão do prefeito, não interessa se o prefeito é 13 ou 22. Se o prefeito fez uma boa gestão, geralmente o que o eleitor faz é validar ou não a permanência desse prefeito”, afirmou Gabiati.

Em relação ao segundo turno, o maior colégio eleitoral do Brasil terá como protagonistas o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo. Em Belo Horizonte, a disputa será entre Bruno Engler (PL) e Fuad Noman (PSD). Na capital cearense, André Fernandes (PL) e Evandro Leitão (PT) irão para o segundo turno.

As capitais onde haverá segundo turno incluem:

  • Aracaju (SE): Emília Correa (PL) e Luiz Roberto (PDT)
  • Belém (PA): Igor (MDB) e Delegado Eder Mauro (PL)
  • Belo Horizonte (MG): Bruno Engler (PL) e Fuad Noman (PSD)
  • Campo Grande (MS): Adriane Lopes (PP) e Rose Modesto (União)
  • Cuiabá (MT): Abílio (PL) e Lúdio (PT)
  • Curitiba (PR): Eduardo Pimentel (PSD) e Cristina Graeml (PMB)
  • Goiânia (GO): Fred Rodrigues (PL) e Mabel (União)
  • Fortaleza (CE): André Fernandes (PL) e Evandro Leitão (PT)
  • João Pessoa (PB): Cicero Lucena (PP) e Marcelo Queiroga (PL)
  • Manaus (AM): David Almeida (Avante) e Capitão Alberto Neto (PL)
  • Natal (RN): Paulinho Freire (União) e Natália Bonavides (PT)
  • Palmas (TO): Janad Valcari (PL) e Eduardo Siqueira (Podemos)
  • Porto Alegre (RS): Sebastião Melo (MDB) e Maria do Rosário (PT)
  • Porto Velho (RO): Mariana Carvalho (União) e Léo (Podemos)
  • São Paulo (SP): Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL)

Os resultados das eleições demonstram uma tendência de consolidação de partidos de centro-direita e direita nas capitais brasileiras, conforme indicado por Gabiati. Ele menciona a significativa presença e desempenho do PL, PSD, MDB e União Brasil, enquanto destaca o baixo desempenho do PT. Esse fenômeno se alinha a uma movimentação eleitoral que se intensificou desde a eleição de 2018, refletindo uma mudança no comportamento do eleitor brasileiro em direção ao centro e à direita.


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